Assembleias de «Irmãos» em Portugal

Estudos Bíblicos

CAPÍTULO III – A VINDA PARA O ARREBATAMENTO

18. Diferença entre a Vinda de Cristo para os seus e com eles

Um dos grandes temas dos profetas é o regresso do Senhor, vindo dos céus, em companhia de todos os Seus santos e anjos, a fim de dominar sobre a Terra. Essa vinda será caracterizada por poder e majestade divinos. É evidente que os santos necessitam de ser "arrebatados" ao Senhor antes de poderem acompanhá-Lo no Seu regresso glorioso à Terra.

A única passagem que nos dá pormenores acerca do arrebatamento dos santos, como preâmbulo do seu aparecimento com o Senhor é 1ª aos Tessalonicenses 4:15-17. Para isso virá o Senhor mesmo, sem acompanhantes e sem manifestar a Sua glória. O encontro com os Seus remidos terá lugar nos "ares". A ordem, a voz e a trombeta serão ouvidas somente pelos Seus. Os outros estão excluídos desse evento. Os mortos ressuscitarão e os que estiverem ainda vivos serão transformados, e todos juntos iremos "entre as nuvens, ao encontro do Senhor nos ares". Ele descerá do céu e nós seremos elevados da Terra para irmos ao Seu encontro. O local dessa união será nos ares e é mencionado nas Escrituras somente aqui. Certamente que o lugar desse encontro é importante, mas os nossos corações são muito mais tocados pela Pessoa que iremos encontrar lá. Esse acontecimento glorioso foi revelado de forma especial ao apóstolo. Podemos concluir isto das palavras: "Dizemos-vos, pois, isto, pela palavra do Senhor".

Tomemos, porém, algumas passagens que falam acerca da manifestação de Cristo em glória, comparemo-las com esta maravilhosa revelação, e a diferença entre ambos os acontecimentos tornar-se-á bem perceptível.

A diferença entre a Sua Vinda nos ares para os Seus (1 Ts 4:17) e a Sua revelação com os Seus sobre o Monte das Oliveiras (Zc 14:4-5) é a chave para a remoção de algumas dificuldades que ainda se apresentem. O último acontecimento está relacionado com todas as profecias do Antigo Testamento, ao passo que o primeiro é um assunto pessoal entre o Senhor e o Seu povo. Está totalmente à parte de todas as profecias. Por esse motivo, a nossa esperança não está amarrada a circunstância alguma. Nenhuma passagem do Antigo Testamento fala da vinda do Senhor para os Seus santos; falam, sim, da Sua Vinda com eles, como, por exemplo, Zacarias 14:5: "Então virá o Senhor meu Deus, e todos os santos com Ele".


19. Cristo manifestar-se-á publicamente na primeira fase da Sua Vinda?

Não; somente será visto e ouvido pelos Seus santos, que – os que ressuscitarem na Sua vinda e os que tiverem ficado até então – irão encontrar-se com Ele nos ares (1 Ts 4:17); será um encontro privado, apenas para arrebatar os Seus santos, conforme a promessa: "Virei outra vez e vos levarei para Mim mesmo" (Jo 14:3).

Não há qualquer indício nesta ou qualquer outra passagem de que outros hajam de tomar parte nesta cena. Aliás, muitos nem sequer se aperceberão de tal facto. (v. Ef 5:27). Mais tarde, e acompanhado pelo Seu povo celestial, mostrar-se-á no Monte das Oliveiras (Zc 14:4), acompanhado também pelos Seu santos anjos (Mt 25:31).


20. Será o próprio Cristo a aparecer pessoalmente?

Certamente que sim, e aparecerá aos judeus, que conduzirá a uma perpétua bênção espiritual e secular (Zc 8:3; 12:10; Ez 43:7). Quando isto acontecer, todas as hostes angélicas hão-de contemplar o glorioso séquito do Senhor no Seu Triunfo. "Então aparecerá no céu o sinal do Filho do Homem, vindo sobre as nuvens do céu, com poder e grande glória " (Mt 24:30).

É precisamente neste mundo que Cristo estabelecerá o Seu reinado, e onde reinará com justiça, glória e paz durante mil anos (Is 32:1 e Sl 47:1-9).


21. Como ocorrerá a ressurreição e o arrebatamento dos crentes em Cristo?

A ordem que a Bíblia nos apresenta é esta: "os que morreram em Cristo ressuscitarão primeiro. Depois nós, os que ficarmos vivos..." (1 Ts 4:16,17). Esta mesma ordem, ou seja, a menção da ressurreição em primeiro lugar, é observada na definição que Jesus dá de Si mesmo: "Eu sou a ressurreição e a vida" (Jo 11:25). mesma ordem é sempre observada nas Escrituras. Em primeiro lugar, os mortos ressuscitados; depois, os vivos transformados.


22. Qual será o estado moral do mundo e da Igreja logo antes da Vinda do Senhor?

Isaías disse: "Eis que as trevas cobriram a terra, e a escuridão os povos" (60:2). Isto quer dizer que os gentios se acharão num estado de completa ignorância de Deus, enquanto a justiça e a verdade são atropeladas. Muitos dirão: "Quem nos mostrará o bem?" (Sl 4:6), uma vez que este há-de desaparecer antes que o Senhor brilhe na Sua glória e visite Sião em graça. O apóstolo Judas, usando expressões veementes e símbolos que causam espanto, apresenta a corrupção da cristandade desde o nascimento do mal no meio da religião até à destruição dele pelo aparecimento pessoal do Senhor com os seus santos, conforme a profecia de Enoque há mais de 3500 anos. A profissão cristã estará num ponto de profunda apostasia antes da vinda do Senhor (Jd 4-18). A última fase da "igreja professante", que terá um desenvolvimento acelerado, virá a ser do estado mais reprovável e repulsivo para Cristo. Quando a religião tiver sido rejeitada pelo Senhor, "a besta" – o poder do novo império romano – a encobrirá (Ap 3:16 e cap.17).

Tudo isso nos mostra uma acentuada tendência para as antigas filosofias pagãs, como a própria ruína da "cristandade professante" nos dias actuais.


23. O Senhor virá pessoalmente ou pelo Espírito?

O próprio Senhor disse: "Virei outra vez" (Jo 14:3). Lemos em Actos: "Esse Jesus, que dentre vós foi recebido em cima, no céu, há-de vir, assim, como para o céu o vistes ir" (1:11). Paulo diz também: "O mesmo Senhor...descerá do céu" (1 Ts 4:16). O Espírito desceu no dia do Pentecostes (At 2) e virá de novo, uma vez que o Senhor tenha estabelecido o Seu reino nesta terra (Jl 2). Assim pois as Escrituras dão-nos a entender duas vindas do Senhor, como também duas vindas do Espírito Santo: uma já passada, e outra futura.


24. Qual o significado de 1 Ts 4:14 – "Assim, também aos que em Jesus dormem, Deus os tornará a trazer com Ele"?

Os Tessalonicenses tinham-se convertido havia pouco tempo quando o apóstolo lhes escreveu (esta é a primeira carta do apóstolo) e viviam então na constante expectativa do regresso, dos céus, do Filho de Deus. Mas enquanto esperavam e vigiavam, alguns deles faleceram. O Inimigo procurava então confundir esses santos recém-convertidos e inseguros e convencê-los de que os seus irmãos falecidos poderiam perder algo da glória do reino vindouro. Mas o apóstolo tranquiliza-os: "Porque se cremos que Jesus morreu, e ressuscitou, assim também, aos que em Jesus dormem, Deus os tornará a trazer com Ele". E, após os versículos 15 a 18, acrescenta: "Mas, irmãos, acerca dos tempos e das estações, não necessitais de que se vos escreva" (5:1). Quando Deus introduzir novamente Cristo na Terra, Ele trará consigo os nossos irmãos.

Os versículos do capítulo 4:15-18 declaram o que acontecerá antes disso: Os mortos ressuscitarão, e os vivos serão transformados, e juntos iremos ao Seu encontro nos ares. Após essa união nos ares, Deus trará o Senhor Jesus e os Seus santos de volta à Terra.


25. O Que significa : "E os mortos em Cristo ressuscitarão primeiro" (1 Ts 4:16)?

Trata-se aqui dos mortos em Cristo e dos vivos em Cristo, e não, certamente, da diferença entre os mortos justos e os mortos injustos, como erroneamente alguns supõem. Como sempre, também aqui convém ter em consideração todo o contexto. Esta passagem significa que os "mortos em Cristo" ressuscitarão antes dos vivos serem transformados. Esta prerrogativa é concedida aos que morreram, mas tudo se passará num piscar de olhos. Os primeiros que responderão à chamada e à Voz do Senhor serão, portanto, os mortos, mas "depois, nós, os que ficarmos vivos, seremos arrebatados juntamente com eles". Esta é aqui a sequência divina, e este parece ser o conteúdo da frase: "E os mortos ressuscitarão primeiro".

26. Os santos do Antigo Testamento também pertencem aos "mortos em Cristo"?

Não há motivo para limitar essa expressão aos crentes que morreram depois do Pentecostes. Os santos do Antigo Testamento e outros, como, por exemplo, João Baptista, que morreu antes do derramamento do Espírito Santo (At 2), ressuscitarão e participarão com Cristo da Sua glória no reino milenário. Suponho que podemos ver nesses santos aqueles que são chamados para as Bodas do Cordeiro (Ap 19:9), bem como os amigos do Noivo (Jo 3:29). Mas é preciso diferenciar a Noiva dos convidados. Com a Voz do Filho, todos ressuscitarão, "os que são de Cristo, na Sua vinda" (1 Co 15:23). Quem arriscaria dizer que o santos do Antigo Testamento não são de Cristo, que Lhe não pertencem?! O versículo "os que são de Cristo, na Sua vinda" dá-nos a resposta certa. Todos os santos, que morreram desde Adão até à Vinda do Senhor (1 Ts 4:16), ressuscitarão juntos; e juntamente com os vivos, que serão transformados, serão participantes da glória celestial de Cristo.

27. Há relação entre as 7 trombetas dos Julgamentos do Apocalipse e a Última Trombeta de 1 Co 15:52?

Não. O som das sete trombetas de Apocalipse será ouvido algum tempo após a Última Trombeta. Por esse motivo elas possuem diferentes significados. Além disso, as trombetas do Apocalipse anunciam juízos sobre a Terra, que se encontra então apostatada de Deus. A "última trombeta" é, ao contrário, o último convite aos santos, estejam eles mortos ou vivos sobre a Terra. A última mensagem de Deus para o Seu povo dá início à segunda vinda de Cristo. O resultado será que os mortos ressuscitarão e os vivos serão transformados. Mas só os justos, estejam eles mortos ou vivos, ouvirão o som dessa trombeta. Ela soará única e exclusivamente a eles e para eles. Por este motivo podemos associar esta passagem com a 1 Ts 4:16, que possui sentido semelhante.

28. Que santos abrange a Primeira Ressurreição?

"Bem-aventurado e santo aquele que tem parte na primeira ressurreição; sobre este não tem poder a segunda morte; mas serão sacerdotes de Deus e de Cristo, e reinarão com Ele mil anos" (Ap 20:6). Apesar de encontrarmos esta passagem num Livro onde predomina uma linguagem simbólica, devemos tomá-la pura e simplesmente como ela se encontra ali.

À primeira ressurreição pertence em primeiro lugar Cristo, como "as primícias dos que dormem", depois "os que são de Cristo, na Sua vinda", e também os mártires e outros que morrerão após o arrebatamento da Igreja, até à introdução do Reino de Cristo. Por conseguinte, são contados todos os crentes que já morreram e ainda hão-de morrer, até à primeira ressurreição.

"Os outros mortos não reviveram, até que os mil anos se acabaram". Daqui podemos concluir que, de entre os santos sobre a Terra, durante o reino milenário, não haverá mortos, pois "os outros mortos" refere-se indubitavelmente, aos incrédulos. A primeira ressurreição refere-se aos santos e só aos santos, e está vinculada ao reino milenário, visto que todos os que tomam parte nessa ressurreição irão reinar com Cristo mil anos.

A segunda ressurreição refere-se aos incrédulos, e ocorrerá no final do reino milenário. Esta diferença desaprova a ideia de uma ressurreição genérica. João 5:29 fala-nos de uma "ressurreição da vida" e uma "ressurreição da condenação". E entre ambas há um período de mil anos, conforme refere Apocalipse 20.


29. O Convite do Espírito e da Noiva (Ap 22:17) dirige-se a Cristo ou aos pecadores?

No versículo antecedente, o Senhor Jesus denomina-se a Si mesmo como a raiz e a geração de Davi, a resplandecente Estrela da Manhã. Isto faz com que imediatamente despertem na Noiva ternos sentimentos, e à Sua palavra ela responda: "Vem". É uma bem-aventurada congregação que aqui saúda o Bendito Senhor, pois o Espírito e a Noiva dizem: "Vem!". Ouvimos aqui a voz em conjunto do Espírito e da Noiva. É também expressado o anelo pessoal do coração, que diz: "Quem ouve, diga: Vem.". Segue-se depois o convite ao pecador: "Quem tem sede, venha.". Este terceiro "vem" é dirigido ao pecador, que tem sede da Água da Vida Eterna. "Quem quiser, tome de graça da Água da Vida". A água é de graça, e o convite é dirigido a toda a Criação. "Quem quiser"; não exclui ninguém, e envolve cada ser humano.


30. Qual o significado "Uma será tomada, e deixada outra" (Mateus 29:40-41)?

Essa expressão refere-se à separação entre pessoas na Judeia, aquando da vinda do Filho do Homem. A que será "tomada", será tomada para o Juízo, e a que será "deixada" receberá bênçãos. A esperança do Judeu consiste em desfrutar das bênçãos na terra, que foi prometida a Israel nos Salmos e nos Profetas. Esta é a solução do problema, que um ou uma serão tomados e deixado o outro ou a outra. Tomados para Juízo e deixados para bênção: este é, penso eu, o significado dessa expressão.

Mas na vinda do Senhor para a Sua Igreja, essa ordem judaica será exactamente inversa: Um será tomado para desfrutar as bênçãos celestiais, e o outro será deixado para Juízo (2 Ts 2:12). Esta verdade é simples, mas muito importante: As bênçãos cristãs são celestiais; as bênçãos judaicas são terrenas.


31. Serão os crentes julgados perante o Tribunal de Cristo, ou serão revelados ali?

João 5:24 testifica claramente que os crentes não entrarão em juízo: "Em verdade, em verdade vos digo: Quem ouve a minha palavra e crê n'Aquele que me enviou, tem a vida eterna, não entra em juízo, mas passou da morte para a vida". Em vez de sermos julgados, julgaremos o mundo e os anjos (1 Co 6:2-3). Nós somos como o juiz (1 Jo 4:17). Juízo sobre reis e nobres, sobre nações e povos – "o que será honra para todos os seus santos" (Sl 149).

Para os crentes, o Juízo pertence ao passado; Cristo suportou-o total e completamente na Cruz. O Seu sacrifício foi de um valor tão singular que nunca mais surgirá a pergunta: O que aconteceria ao crente, se tivesse de comparecer em Juízo? A abençoada resposta de Deus ao valor infinito e à glória divina da Pessoa e da obra de Jesus diz, ao contrário, que estamos apegados a Ele para sempre, O qual suportou os nossos pecados e o nosso juízo.

Mas não diz em 2 Co 5:10 que "importa que todos nós compareçamos perante o tribunal de Cristo"? Sim, caro leitor; cada um que desempenhou um papel neste grande drama da vida comparecerá diante do Tribunal de Cristo, mas, sem dúvida nenhuma, não para julgamento (b).

Para os crentes sinceros não há Juízo; a sua pessoa jamais será questionada, todavia, as suas obras serão julgadas (1 Co 3). Isto deve estimular-nos a caminharmos na constante consciência de que seremos totalmente revelados perante Cristo.

Sim, haverá uma retrospectiva aos olhos penetrantes de Cristo, mas nós encontrar-nos-emos na presença da Graça infinita e da maravilhosa Glória. O resultado da nossa revelação (diante de nós mesmos, não diante dos outros) será que lançaremos as nossas coroas aos pés do Nosso Redentor, digno de ser adorado, e diremos: "Tu és Digno, Senhor Jesus, Tu somente".

(b) – Esta resposta sofreu algumas exclusões, em virtude do autor considerar que este Tribunal de Cristo duraria 1000 anos e que seria por ele que as Nações e descrentes seriam julgados. Porque essa concepção é totalmente rejeitada pela maioria dos intérpretes da escatologia bíblica, apenas se redigiu as partes da resposta plenamente aceites por todos. Uma atitude objectiva perante a passagem de 2 Co 5:10 conduz a considerar que apenas os crentes comparecerão neste Tribunal, onde será revelado o serviço que o cristão prestou ao seu Senhor após a sua conversão. Esse serviço será provado como bom ou mau – será considerado como palha ou ouro – Este julgamento, como expressa o Autor, jamais põe em causa a salvação dos crentes. O facto deles estarem no Tribunal de Cristo é prova de como estão salvos, dado que na Terra decorre a Grande Tribulação. Contudo, o que está em causa é a recompensa de Deus – para alguns, haverá perda de recompensa; a outros, Cristo lhes entregará recompensas (Nota Redactor – NR)


32. É a Noiva (ou Filha do Rei, Sl 45) e a Noiva do Cordeiro em Ap 19 a mesma Pessoa?

Certamente que não. Nos dias vindouros o Senhor terá uma noiva celestial e uma noiva terrena (c). O Salmista apresenta-nos aqui a alegria terrena, enquanto o apóstolo nos transfere para a esfera da alegria celestial. O cenário do Salmo 45 é a Judeia, enquanto que o Céu é o local das bodas em Ap 19. No ponto central desse Salmo está o Rei; o ponto central de Apocalipse 19 é o Cordeiro. Luta e vitória precedem as bodas da noiva terrena, ao passo que elas se sucedem após as bodas da noiva celestial.

(c) – Talvez seja menos polémica a designação de "povo terreno" em vez de "noiva terrena". (NR)


33. Será que os que não esperam conscientemente a Cristo não serão arrebatados aquando da Sua Vinda?

O problema torna-se bem simples se Cristo estiver dentro do nosso coração: "Ele aparecerá segunda vez, sem pecado, aos que O aguardam para a salvação". Todos esperam por Cristo. A segunda vinda do Nosso Senhor fará parte da fé dos escolhidos de Deus. Podemos encontra-la em todos os credos da Cristandade. A dificuldade, aqui, está não nas Palavras da Sagrada Escritura, mas sim na ideia do investigador. O ponto decisivo é que nós O esperamos. Contradiz o ensino da Palavra de Deus supor que os que não aguardam em compreensão espiritual e com pleno conhecimento da Palavra de Deus o retorno de Cristo serão, por esse motivo, deixados, tendo de passar pela Grande Tribulação que se seguir ao arrebatamento da Igreja.


34. Quem representam os 24 Anciãos de Apocalipse 4?

Que esses anciãos representam os santos, vemo-lo pelo seu bom-senso (5:5), seu louvor (5:9), sua dignidade (4:4) e seus vestidos (4:4, que devemos comparar com 19:8). Uma vez que vemos a Noiva no capítulo 3 e os convidados no Céu (capítulo 19) e a Igreja não é mais mencionada, podemos supor que esses anciãos representam a jubilosa comunidade de todos os remidos no Céu, de Adão até ao arrebatamento da Igreja. Podemos, portanto, concluir que os anciãos representam os remidos que, conforme 1 Ts 4:5-17, foram arrebatados ao Céu. Este arrebatamento dos santos da Terra ao Céu, embora não seja mencionado no Apocalipse, deve ocorrer entre o final do terceiro e o início do quarto capítulo. Os anciãos representam a comunidade celestial dos remidos que no capítulo 4 são vistos em tronos, coroados e vestidos. Este esclarecimento remove qualquer dificuldade do caminho e ajuda-nos a entender melhor a estrutura do Apocalipse.

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