Assembleias de «Irmãos» em Portugal

Estudos Bíblicos

CAPÍTULO IV – O PERÍODO PÓS-ARREBATAMENTO

35. Onde se inicia efectivamente, a parte profética do Apocalipse?

O capítulo 4 retrata o início da parte profética do Apocalipse. Os capítulos 2 e 3 esboçam a história da Igreja confessa sobre a Terra, começando pelo tempo dos apóstolos até ser "vomitada" da boca de Cristo. Essa desaprovação, representada em Laodicéia, é uma sentença definitiva (3:16).

Os capítulos 4 e 5 mostram-nos os santos no Céu, assentados em Tronos, coroados e vestidos. Segue-se então a parte efectivamente profética desse livro, a qual é iniciada com os julgamentos dos selos (capítulo 6), até à descrição da condição eterna, no capítulo 21:1-8. Portanto, do capítulo 6 ao capítulo 22:5 de Apocalipse aguarda-se o seu cumprimento.


36. Qual o espaço de tempo entre o Arrebatamento e o Retorno Subsequente do Senhor?

A última semana de anos de Daniel, ou sete anos (capítulo 9:27), não retrata nenhuma parte desta presente era da Igreja. Ela terá início depois de ocorrer o regresso dos Judeus à sua terra. A massa desse povo judeu, que nesse tempo se encontrará caído, fará uma aliança com o cabeça do então Império Romano Renascido. Essa aliança profana será firmada por uma semana, ou seja, sete anos (Dn 9:27). Esse acontecimento, que se refere aos Judeus, determina que a Igreja já está arrebatada no Céu, e é certamente esse o caso, porque os inúmeros acontecimentos de Apocalipse 6 a 19 referem-se a esse espaço de tempo, do qual Daniel fala. Entre o arrebatamento da Igreja e o seu retorno do Céu com o Senhor há, portanto, um tempo de pelo menos sete anos.


37. Estarão a desenrolar-se agora as 70 semanas Daniel?

Antes de mais, é preciso conhecer como se distribuem as 70 semanas. A princípio, são sete semanas, ou quarenta e nove anos para a reedificação de Jerusalém – não do Templo – de acordo com a data do decreto de Artaxerxes, no ano 20 do seu reinado (Ne 2). Depois, mais 62 semanas, ou 434 anos, desde a reedificação da cidade até à entrada triunfal do Messias em Jerusalém (Mt 21:1-11; Zc 9:9). Finalmente, resta uma semana, ou sete anos, que ainda se situa no futuro.

O período actual é um parêntesis na história do mundo e na história de Israel. Depois que o Messias foi rejeitado no fim das 69 semanas (7+62), ou 483 anos, os judeus foram dispersos por todo o mundo. Isso ocorreu no ano 70 da nossa era, "pelos quatros ventos dos céus" (Zc 2:6), e Jerusalém foi pisada pelos gentios. Por conseguinte, não cabia, então, nem cabe agora, a última semana de Daniel, que está, entretanto, para chegar, esperando o ressurgimento de Jerusalém e a reabertura da questão judaica.

Este tempo presente constitui o bendito parêntesis de graça para os gentios (Rm 11:12), ao mesmo tempo que é um período de depravação nacional para os judeus (Dn 9:26).


38. Quem são os santos que por mil anos reinarão com Cristo?

O domínio milenário de Cristo é o assunto principal das gloriosas e majestosas palavras dos profetas e o tema das canções de cantores judeus. Para apresentar esse futuro domínio de justiça e glória, as Escrituras utilizam com muita frequência a linguagem simbólica. Ela tem sido através dos séculos um meio preferido de ensino, principalmente no oriente. Seria, porém, totalmente erróneo supor que as majestosas e relevantes palavras de um Isaías ou os gloriosos salmos de Davi divergissem entretanto numa palavra que fosse de verdade. O Espírito Santo, autor da Bíblia, jamais exagera. Ele é uma testemunha fiel das coisas de Deus e da glória de Cristo. Tomemos todas as palavras, quer seja do Velho ou no Novo Testamento, que descrevem a glória e a universalidade do domínio do Messias e reflitamos absoluta e honestamente. Provavelmente, uma vez ou outra, surgirá ao leitor alguma dificuldade em distinguir qual o raciocínio que tenha sido mais literal ou mais simbolicamente formulado, mas o esperar pacientemente em Deus solucionará esse problema.

As Escrituras indicam inequivocamente que outros, ao lado de Cristo – o Filho do Homem – participarão do Seu abençoado e glorioso domínio. Quem são esses que estão ligados a Ele como co-herdeiros e juntamente com Ele reinarão sobre a remida e abençoada Terra só nos é revelado no Novo Testamento. Apocalipse 20:4-6 é a passagem da Palavra de Deus que mais nos fala sobre esse tema. Saliente-se que há três grupos de santos que dominarão e reinarão com Cristo, e todos eles fazem parte da primeira ressurreição; eles serão também denominados "bem-aventurados e santos" e são "sacerdotes de Deus e de Cristo"; alguns deles serão "transformados" por ocasião da vinda de Cristo para os Seus santos, o que tem o mesmo significado de ressurreição.

  • a) "Vi também tronos, e nestes sentarem-se aqueles aos quais foi dada autoridade de julgar" (Ap 20:4). Daniel viu os mesmos tronos: "Continuei olhando, até que foram postos uns tronos" (Dn 7:9). João viu alguém sentado nesses tronos; para Daniel eles ainda não estão ocupados. Quem se sentará então nesses tronos de julgamento? Eu creio que são aqueles que são representados pelos 24 anciãos que ocupam os tronos; são os santos que, por ocasião da Vinda do Senhor nos ares, serão ressuscitados, bem como transformados – os santos do Velho e do Novo Testamento. Aqui não nos é indicado, como no capítulo 4, o número de tronos, porque aqui não há um grupo representativo que se senta neles. Aliás, os tronos do capítulo 4 estão no céu, e os do capítulo 20 estão sobre a Terra.
  • b) "...vi ainda as almas dos decapitados por causa do testemunho de Jesus, bem como por causa da Palavra de Deus". Note-se que o apóstolo não vê aqui pessoa alguma que tenha sido decapitada e depois ressuscitada; ele vê apenas as suas almas. "Ah! – diria alguém – mas as almas não se podem ver de modo algum, por isso não é nada disso que o texto quer dizer". Então eu respondo: "Temos de acertar isso com Deus, pois Ele é o Autor das Escrituras. Eu gostaria muito de poder apreender tudo o que Ele escreveu, e não corrigir ou criticar". A crueldade sempre foi e é ainda em nossos dias provocadora e atrevida.

Poderemos dizer quem é essa comunidade de mártires? Eu creio que sim. Depois de o Senhor ter tomado para Si os Seus nos ares, e durante o final da primeira metade da 70ª semana de anos de Daniel (Mt 24:24,15) e, antes que se inicie a cruel perseguição por meio da besta que surge do abismo, muitos percorrerão a cidade de Israel (Mt 10:23) e irão às nações a fim de anunciar o Evangelho – um testemunho especial para esse tempo. Vemos em Mt 15:31-46 o resultado dessa pregação às nações. Muitas dessas santas testemunhas da Verdade selarão as suas palavras com o seu próprio sangue. São-nos apresentadas de modo especial em Ap 6:9-11, onde são mencionadas em conexão com o quinto selo. O seu clamor por vingança será ouvido e atendido. Mas nesse meio tempo deverão descansar "até que também se completasse o número dos seus conservos e seus irmãos que iam ser mortos, como eles tinham sido". Quem são esses conservos e irmãos, que também deverão morrer? Para o sabermos, devemos continuar a leitura deste trecho em Ap 20.

  • c) "...vi tantos quantos não adoraram a besta, nem à sua imagem, e não receberam a marca nas suas testas e na mão". A ligação com o capítulo 13 é claramente reconhecível. A adoração da besta, da sua imagem, e o sinal na testa e na mão, são referências claras ao capítulo 13. Em Ap 12:11 lemos sobre esse grupo de mártires: "Eles, pois, o venceram por causa do sangue do Cordeiro e da palavra do testemunho que deram, e, mesmo em face da morte, não amaram a própria vida". Desse modo estas duas perseguições no capítulo 6 (mais genericamente) e no capítulo 13 (especialmente) referem-se a esses mártires, os quais acabamos de considerar no capítulo 20:4. E lê-se ainda: "E viveram (inclusive os dois grupos mencionados anteriormente) e reinaram com Cristo durante mil anos". Esta frase refere-se a todos os santos mencionados neste verso.

Esse período será um tempo abençoado para todos. Deus terá a Sua parte e as Suas delícias nesse glorioso reino. Todos os santos celestiais terão o seu lugar especial nesse dia maravilhoso. De igual modo Israel tomará o primeiro lugar sobre a Terra. Então as nações e toda a criação descansará de suas lidas e dores. Permita o Senhor que dirijamos ainda hoje os nossos olhares para esse dia!


39. O que dizem as Escrituras acerca do lado celestial do Reino Milenário.

O reino milenário será a expressão pública das delícias e alegrias de Deus, as quais Ele possui em Cristo, como homem. Além disso, será a resposta de Deus à Sua vida repleta de sofrimentos e desprezo durante os anos de vida que Ele esteve na Terra. O mundo não O reconheceu nos dias da Sua humilhação: tratou o Seu Criador e Redentor com indiferença e desprezo (Jo1:10). Ele veio para os Seus, mas o Seu próprio povo O condenou, na sua arrogância – O Messias foi posto de lado e não obteve nada (Dn 9:26, isto é, não obteve nada daquilo a que, como Messias, tinha direito).

Israel não reconheceu o seu tempo de visitação de graça. Cristo, em Sua humildade e mansidão, ocupou esta posição de extrema reprovação por parte do Homem e de Israel. Veio em graça, a fim de ser morto pelos pecados, como o Cordeiro de Deus, que Deus preparou desde a fundação do mundo, para a nossa salvação e para a bênção de Israel e da Criação. Que "espectáculo"! (Mt 27:26-33). Jesus no meio de brutais soldados romanos, que O açoitaram! A sentinela está sempre presente; toda a tropa está reunida "em torno dele". Veste-O de um manto de púrpura – o sinal de grandeza e honra terrenas; põe-Lhe uma coroa de espinhos – símbolo da maldição; põe-Lhe na mão um caniço, a imitar um bastão real – símbolo da autoridade; e depois, ajoelham-se diante d'Ele, para O escarnecer, dizendo "Salve, rei dos Judeus"! Não se atemorizaram de cuspir nesse inigualável e maravilhoso rosto, que Deus coroou de glória. Foram ao ponto de Lhe espancar a cabeça e o rosto com aquele símbolo de autoridade – com o qual irá pastorear e julgar as nações. Quão pouco pensaram sobre isso, que esse indigno espectáculo no pretório de Pilatos irá repetir-se um dia, mas então em verdade e justiça, e de um modo que corresponda à Sua dignidade de Rei dos reis e Senhor dos senhores.

Se examinarmos a Palavra de Deus, tomando-a como exemplo para o reino milenário, então o nosso coração deverá encher-se ainda mais d'Aquele que sofreu e que governará, do que dos resultados da Sua vida e morte expiatória para a presente dispensação da graça, e da glória futura.

O Seu Amor é muito mais profundo do que o amor que será representado nas mais belas cenas do reino milenário. Que as Suas glórias possam cativar os nossos olhos e trasladar-nos em suprema admiração; mas para aquele que encontrou tudo em Jesus, é uma exigência do coração o voltar-se para Ele mesmo – a Brilhante Estrela da Manhã.

O reino milenário possuirá duas esferas de bênçãos – uma celeste, e outra terrestre: Haverá um povo celeste e outro terreno. Todos aqueles que participarem da "primeira ressurreição" reinarão com Cristo sobre a Terra, enquanto que os Judeus e os Gentios (as nações) serão súbditos do reino.

Expressões como "Jesus, nosso Rei" e "Jesus, rei da Igreja" não são escriturísticas. Ao invés de serem súbditos no reino eterno de Cristo, todos os que crerem no Senhor Jesus Cristo são postos, pela graça, em posição exactamente contrária. "Ou não sabeis que os santos hão-de julgar o mundo?" (1 Co 6:2-3) – uma verdade que a Igreja esqueceu completamente! "Se perseverarmos, também com Ele reinaremos", diz o mesmo apóstolo (2 Tm 2:12). O Senhor Jesus nos constituiu "reino","sacerdotes para o Seu Deus" (Ap 1:6).

O Senhor Jesus é, sendo ressurrecto, "a cabeça de todo o principado e potestade" (Cl 2:10). Ele está posto sobre toda a obra das mãos de Deus – excepto o próprio Deus, naturalmente (1 Co 15:57), assim como é a cabeça da congregação (Igreja, Ef 5:22-23). Ele é Rei sobre as nações (Ap 15:3) e é também "Rei dos Judeus".

A tarefa especial da Igreja, para a qual foi chamada, a de difundir a glória de Deus e também de ser a noiva e esposa do Cordeiro, é-nos descrita completamente em Ap 21:9-22:5. Para explicar são também utilizados símbolos da Criação e do Judaísmo. Compõe-se de uma determinada concordância entre expressões, as quais são utilizadas para descrever a Jerusalém terrena e celeste. No entanto, e em último caso, trata-se apenas de figuras, mas que não prejudicam o seu conteúdo de verdade. A verdadeira ligação entre a Igreja e o Estado tornar-se-á realidade nos gloriosos dias futuros e serão perfeitamente representados na estreita ligação entre a cidade celeste e a cidade terrena.

Portanto, temos aqui 22 particularidades sobre esse lado celestial que nos são reveladas:

  1. A condição "santa", o domicílio "Céu" e a origem "de Deus" (Ap 21:10)
  2. Ela está adornada com a glória de Deus (v. 11), a qual aguardamos segundo Romanos 5:2.
  3. O seu fulgor é semelhante a uma pedra de jaspe – símbolo da glória de Deus (Ap 4:3). Encontramos também o jaspe na muralha (v. 18) e nos fundamentos (v. 19), o que quer dizer: a glória de Deus é a luz, a segurança e o fundamento dessa cidade celestial.
  4. "Uma grande e alta muralha" (v. 12) significa força e segurança. Nada poderá penetrar nessa Cidade Santa que não corresponda à glória de Deus.
  5. "Doze portas e junto às portas doze anjos". A porta representa o lugar de julgamento. O domínio e a administração do mundo vindouro, o reino milenário, não é dado aos anjos, mas sim aos homens (Hb 2:5). Nós havemos de julgar o mundo (1 Co 6:2), e os doze apóstolos irão dominar especialmente sobre Israel (Mt 19:28); por esse motivo também são inscritos os nomes das doze tribos sobre as portas. Os anjos jamais sairão da posição de servos; mas nós somos filhos. Os anjos são vistos aqui aguardando instruções.
  6. "A muralha da cidade tinha doze fundamentos e estavam sobre estes os doze nomes dos apóstolos do Cordeiro" (v. 14). Os apóstolos recebem também, a par do seu relacionamento especial com Israel, um lugar especial no meio da Igreja (Ef 2:20).
  7. As dimensões da cidade, das portas e da muralha são determinadas por Deus; o resultado é um quadrado perfeito. Um "cordão de linho" é suficiente para medir a cidade terrena (Ez 40); uma "vara de ouro" – Justiça de Deus – será naquele dia a única medida para a Igreja. "A medida da estatura da plenitude de Cristo" será o resultado (Ef 4:13).
  8. A muralha será medida de modo especial, porém dentro do mesmo princípio. Mas em lugar de ter as mesmas impressionantes dimensões da cidade, a muralha mede apenas 144 côvados. Enquanto que na primeira figura de Deus, a perfeição da muralha torna-se visível segundo a glória de Homem e de Anjos.
  9. "A estrutura da muralha é de jaspe", o que significa que a glória de Deus é a nossa protecção e a nossa segurança. A cidade em si é formada de ouro puro, como vidro cristalino. No que se refere ao ouro, assim já somos nós agora: Justiça de Deus n'Ele (2 Co 5:21); então ela será apresentada publicamente, e a sua pureza será transparente como o vidro.
  10. As portas de pérola, cada porta de uma só pérola. Israel, anjos e homens quando olharem para essas portas de pérola lembrar-se-ão que Cristo amou a congregação (Igreja) e a Si mesmo Se entregou por ela __ aquela pérola de valor incalculável para Ele (Mt 13:46).
  11. A praça de ouro transparente da cidade diz-nos que a caminhada no deserto já passou. A areia do deserto deu lugar à praça de ouro que leva à cidade de ouro. Não há mais impureza, não há mais lava-pés. Andaremos sobre um chão que é impossível de sujar ou também de ser sujado (comparar com 2 Co 6:16).
  12. "Nela não vi santuário" (v. 22). Lá não haverá "templo" e nem "Santo dos Santos", nenhum véu e nada encoberto. Templo algum que seja acessível apenas a alguns favorecidos. Todos O verão de igual modo. Eu irei ver o Senhor Jesus do mesmo modo que Paulo. "Vemos coroado de glória e de honra aquele Jesus", diz o apóstolo (Hb 2:9). Este é o sentido da palavra "Nela não vi santuário".
  13. A cidade não precisa de luz produzida, como a do sol, ou emprestada como a da lua, nem ao menos artificial, ou seja de uma candeia, pois a glória inesgotável de Deus é a sua luz, e o cordeiro é a sua lâmpada.
  14. "As nações andarão mediante a sua luz". O que deveríamos ser desde já – a luz do mundo (Mt 5:14-16) – sê-lo-emos então.
  15. Os reis e as nações trazem a sua glória e depositarão os seus tesouros aos nossos pés (compare v. 24-26 com Ap 3:9).
  16. "As suas portas jamais se fecharão de dia, porque nela não haverá noite". Segurança total; as portas abertas falam de perfeita tranquilidade e paz inabalável. Mas as portas não serão fechadas quando o crepúsculo puser o seu véu sobre a criação? Não, "porque nela não haverá noite". Que abençoado e eterno dia, que não conhece anoitecer!
  17. "Nela nunca penetrará coisa alguma contaminada" (v. 27). Ela é o domicílio dos santos. Ninguém terá acesso ali a não ser os que estiverem inscritos no Livro da Vida do Cordeiro.
  18. O trono de Deus e do Cordeiro (22:1) será a fonte da vida. A graça reinará pela justiça, como desde já (Rm 5:21). A corrente fluirá sem interrupção. Desde agora os "rios de água viva" deveriam fluir para fora de nós, mas infelizmente estarão impedidos e retidos enquanto houver o domínio da carne (Jo 7:38).
  19. As correntes não só proporcionam frescor e alegria como também a árvore da vida oferecerá os seus variados frutos suficientes para alimentar eternamente; as suas próprias folhas são testemunhas da graça diante das nações durante o reino milenário.
  20. "Nunca mais haverá qualquer maldição". Como assim? "Nela estará o trono de Deus e do Cordeiro" (22:3). Enquanto "os seus servos O servirem", esses tronos estarão encarregados de manifestar toda a glória e distribuir bênçãos. Agora servimo-Lo em fraqueza e imperfeição; então iremos servi-Lo para sempre em força e perfeição.
  21. "Contemplarão a sua face" (22:4). Esta bênção está acima de todas as harpas e coroas, de vestiduras ou glória. Veremos a face d'Aquele que morreu por nós, e o Seu Nome estará nas nossas frontes. Assim como Rebeca avistou Isaque no fim da sua viagem pelo deserto, e cobriu o seu rosto com um véu, a fim de resplandecer na imagem dele, também o Seu Nome nas nossas frontes testemunhará publicamente naquele dia que somos semelhantes a Ele, tanto do ponto de vista moral (1 Jo 3:2), como também corporalmente (Fl 3:21).
  22. "E reinarão pelos séculos dos séculos" (22:5). Encerra-se assim esta tremenda e maravilhosa descrição da Igreja na glória, com uma declaração que ultrapassa os limites do reino milenário. Na glória de Deus a Igreja reinará pelos séculos dos séculos.

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