Assembleias de «Irmãos» em Portugal

História do Movimento de «Irmãos»

1.1. A Origem do Movimento de «Irmãos»

Um Esboço Histórico do Movimento Conhecido Como «Irmãos»

1. INTRODUÇÃO

Em que consiste este movimento chamado de "Irmãos"? Para muitos dos seus amigos cristãos, eles aparecem como figuras indistintas, um pouco exóticas, possuídas de um forte desejo de permanecerem anónimos, e sem pretensões de serem reconhecidos como denominação vasta e influente. Têm muitos salões de reunião, mas nenhuns profusamente decorados, ou arquitectónicos templos de adoração. São normalmente vistos como cristãos bem intencionados, mas desprovidos de história, e dificilmente de qualquer identidade.

É contudo interessante notar que um historiador, ao escrever acerca do movimento dos Irmãos, começou as suas observações afirmando o seguinte: "...não tem paralelo em toda a história da Igreja de Deus, visto que em nenhuma outra altura foi a Palavra de Deus por si só e liberta de qualquer tradição, tomada como guia daqueles que têm buscado um reavivamento na Igreja de Deus" – H. Soltan, 1863.

Muitas pessoas considerarão a afirmação acima como algo de extravagante, mas verifica-se que ainda hoje os Irmãos aderem muito de perto à Palavra de Deus, e buscam ser primariamente guiados por essa Palavra.

Assim, a pergunta tem que ser feita: Como surgiu este movimento? Onde começou? Quem foram os homens e mulheres envolvidos no seu começo? Será que a voz deste movimento tem alguma relevância no mundo evangélico actual? Terá ele tido algum efeito marcado na mudança do padrão do pensamento evangélico desde o seu princípio? De forma a poder responder a todas estas perguntas com profundidade, seria necessário ter-se ao dispor mais tempo e material do que este escritor possui. Só nos é permitido assim oferecer um breve esboço da história do movimento, referindo sumariamente algo relacionado com os esforços missionários (ou seja, a difusão do movimento à escala mundial), e considerando a posição doutrinária e situação actual do movimento, no fecho do século XX.

2. A ORIGEM

Ao olharmos para a história do movimento dos Irmãos, chegamos rapidamente à conclusão de que se trata de uma descrição cativante de uma contínua herança espiritual que tem suas raízes nos tempos apostólicos. É verdade que o movimento agora conhecido por Irmãos (Irmãos Plymouth, Irmãos Cristão pode ser reconstituído até à data de 1825, mas sido provado que este foi simplesmente um saliente, marcando um acontecimento dentro de movimento constante do Cristianismo. A declaração de Soltan (referida no capítulo 1), conquanto possa ser um pouco enfática, mostra pelo menos uma coisa: se os pioneiros Irmãos estavam pisando caminho bem gastos por anteriores espíritos radicais, fizeram-na na ignorância de seus predecessores. O momento foi uma erupção espontânea de um continuado elemento no cristianismo, que ainda hoje é largamente ignorada pelos escritores de assuntos religiosos.

Não se pode assim marcar uma data definida para o começo desta obra de Deus que conhecemos como movimento dos Irmãos. Ao contrário disto porém, parece que durante um determinado período de tempos certos homens piedosos reconheceram que nem tudo estava bem com a Igreja estabelecida. Eles ansiavam por uma caminhada mais íntima com o Senhor, e um relacionamento mais simples e significativo com Ele.

Na maior parte dos países da Europa Ocidental e na maioria dos grupos religiosos, o começo século XVIII foi marcado como sendo uma altura de declínio da vitalidade. Nos países católico-romanos Roma dominava e determinava os termos pelos quais pessoas se podiam aproximar do Senhor. Nos países protestantes estava-se na idade da razão, e todas as formas de fervor religioso eram consideradas perigosas e degradantes Os pioneiros Irmãos foram de muitas formas uma reacção contra a atitude dominante e ditadora do catolicismo romano, e a inércia e superficialidade do protestantismo em geral. Não há nenhuma dúvida que eles estavam na vanguarda da reforma radical. "O seu movimento, cristalizando à volta de líderes de personalidade e influência, focalizou algumas das tendências que tinham estado presentes em todos os desenvolvimentos desde Wycliffe" – F. R. Coad.

Ele juntou uma alta insistência na conduta santa, a um apelo directo às Escrituras, acima da cabeça de qualquer e toda autoridade existente; a rejeição de ditaduras ministeriais, o conceito da Igreja como comunhão e unidade de todos os crentes, e a libertação dos dons em todos os membros da congregação.

Homens como Anthony Norris Groves, J. N. Darby, Lord Congleton, J. G. Bellett, Dr. Edward Cronin e outros, ficaram impressionados com a importância, bem como com a possibilidade de um retorno à Palavra de Deus. Não apenas para assuntos relacionados com a salvação pessoal, mas também em assuntos de conduta e o testemunho das Igrejas.

Anthony Norris GrovesEm 1827, Anthony Norris Groves, um dentista de Plymouth, encontrava-se em Dublin, Irlanda, estudando no Colégio Trinity. Em conversas com J G. Bellett, um advogado, Groves afirmou que pelos seus estudos das Escrituras parecia-lhe que os crentes eram livres para partirem o pão uns com os outros, tal como o Senhor lhes ordenara; e ainda que, deixando-se guiar pelas Escrituras, passariam a reunir-se sempre no dia do Senhor para este mesmo prop6sito, aparte de quaisquer restrições eclesiásticas. Até àquela altura, o dispensar da ceia do Senhor tiha estado nas mãos das autoridades eclesiásticas. Muito pouco tempo depois, um grupo reunia-se em Dublin com este propósito.

Mais ou menos nessa mesma altura, um outro grupo se estava formando com o mesmo propósito John Vesey Parnell (posteriormente Lord Congleton), e dois amigos, tentaram começar a reunir-se, como demonstração da sua unidade como filhos de Deus, apesar de algumas divergências eclesiásticas. Não conseguindo encontrar nenhuns companheiros que tivessem a mesma opinião que eles, e desconhecendo o facto de que Groves, Bellet e outros já se estavam a reunir, começaram a partir o pão em suas próprias casas.

John Nelson DarbyPouco tempo depois, um dos elementos daquele grupo encontrou-se com Bellet, e após breve conversação, reconheceram a sua unidade de propósito, e isso resultou na junção dos dois grupos. Nesta altura, Groves tinha saído da Inglaterra, mas um jovem clérigo irlandês, John Nelson Darby, se tinha entretanto juntado ao grupo.

Darby tinha recebido a sua graduação do Colégio Trinity, Dublin, como "Medalhista Clássico", estagiou algum tempo como conselheiro jurídico, foi ordenado sacerdote na Igreja, e nomeado ,para uma paróquia em Co.Wicklow. Depois de ter assistido a algumas reuniões de estudo bíblico na casa da viscondessa Powerscourt, Darby encontrou-se com A. N. Groves e Lord Congleton, e abandonou em 1827 a sua posição paroquial, completando um ano depois a sua separação da Igreja Católica-Romana, e encontrando-se com os irmãos acima mencionados.

George MüllerDarby foi persuadido a visitar Oxford em 1830, e aí encontrou-se com B. W. Newton, um erudito de grande distinção, G. V. Wigram (que mais tarde compilou uma Concordância grega do Novo Testamento, seguida mais tarde de uma Concordância Hebraico-Caldaica do Velho Testamento), e W. E. Gladstone (que mais tarde se tornou em primeiro-ministro da Inglaterra).

B. W. Newton era oriundo de Plymouth, IngIaterra, e no ano de 1832 formava-se uma reunião naquela cidade, a primeira do género em toda a Inglaterra. Em breve se lhe seguiriam reuniões em Londres e Bristol. Alguns grandes nomes estiveram ligados a essas reuniões pioneiras, tais como George Müller, Henry Craik, S. P. Tregelles (crítico textual), R. Chapman, etc. O tempo e o espaço não permitem a menção de outros, mas é evidente que o Senhor escolheu homens proeminentes para executarem a Sua obra.

Da Inglaterra, o movimento espalhou-se pela Suíça, Alemanha, Holanda, Itália, Canadá, E. U A., Índias Ocidentais, Nova Zelândia, mas alguns mais tarde. Tal foi o início daquilo que é agora conhecido por movimento dos "Irmãos". Este nome nunca foi apropriado pelos irmãos pioneiros, os quais não conheciam outro nome a não ser o do Senhor Jesus Cristo. O nome, quer seja Irmãos, Irmãos Plymouth, Irmãos Cristãos, etc., tem sido aplicado por outros e contudo é ainda verdade que as muitas assembleias espalhadas por todo o mundo se reúnem apenas no Nome que é sobre todo o nome, o Nome do Senhor Jesus Cristo. Os homens e mulheres pioneiros deste movimento não tiveram nenhum desejo de ter qualquer título exclusivo, a sua única preocupação era um retorno à Palavra de Deus com única autoridade em relação à sã doutrina, vida pessoal, e reuniões colectivas dos filhos de Deus.

3. ACTIVIDADE MISSIONÁRIA DO MOVIMENTO

A actividade missionária do movimento é algo de espantoso. Logo desde o início, e começando com A. N. Greves, o seu zelo missionário foi algo de notório É difícil haver algum país do mundo que não tenha sid6 afectado por este movimento.

Assim, longe de constituir um movimento mera mente anglo-saxónico, ele espalhou-se até aos quatro cantos da terra. Na maior parte dos antigos países comunistas (de leste) podiam e pode encontrar-se assembleias de cristãos que se reúnem sob os princípios simples do Novo Testamento, os mesmos princípios que foram a luz guiadora dos primeiros "Irmãos". Deus, na Sua grande graça, tomou e enviou das suas fileiras vastos números para testemunharem em terras estrangeiras.

Em 1829, A. N. Groves, dependendo apenas de Deus, foi até Bagdade, capital do Iraque, por meio de um pequeno iate, indo primeiro a S. Petersburgo (ex-Leninegrado), e depois através do Sul da Rússia, em carroça, até Bagdade. Foi com sua esposa e dois filhos, de 9 e 10 anos, o tutor dos rapazes, a irmã de sr. Groves, Lídia, Miss Taylor, e o sr Bathie, um jovem da Irlanda. Depois de terríveis contratempos, começaram a trabalhar em uma região que estava sendo devassada pela praga bubónica. Quase todos es habitantes da cidade eram muçulmanos fanáticos que se deliciavam em assassinar pessoas, fazer guerras e roubar. Durante aquele tempo, Mary Groves morreu atingida pela praga, bem como o pequeno bebé que lhes tinha nascido. Mais de 30.000 pessoas pereceram naquela terrível doença. Durante todo aquele tempo Groves tinha-se mantido fiel ao seu Senhor, dependendo dEle apenas para suprir às suas necessidades. De Bagdade, Groves foi até à Índia, e estabeleceu ali o trabalho no Delta Godaveri. Visitando e Inglaterra em 1853, ficou enfermo, e passou à presença do seu Senhor na casa de George Müller, em Bristol, com a idade de 58 anos.

Groves era um exemplo típico dos velhos pioneiros, aqueles que através de labutas auto-impostas e sacrifícios levaram e Evangelho a muitas terras, estabelecendo assembleias de povo de Deus, e dando muitos o seu todo, e mesmo até suas vidas por amor ao Evangelho.

A obra no continente europeu tinha sido ajudada por uma viagem evangelística na Espanha., em 1832, conduzida por R. C. Chapman. Mais tarde, isso foi acompanhado e seguido por ensinadores, e depois de 1869 a obra desenvolveu-se em Barcelona, Madrid, e na província da Galiza.

Cerca de 1870, a obra desenvolveu-se também em Portugal, e tornou-se em um dos maiores grupos evangélicos no país.

Um trabalho interessante começou na Itália, sob a liderança de Conde Piero Guiccardini, cabeça de uma das mais antigas e famosas famílias em Florença. Em 1851, Guiccardini e outros seis crentes foram presos pela policia por terem organizado leituras privadas da Bíblia, em sua casa. Foi condenado a 6 meses de prisão, e mais tarde exilado. Numerosas prisões de crentes se seguiram em Florença, por nenhuma outra razão a não ser a profissão da fé evangélica, e por organizarem leitura da Bíblia em seus lares. A Itália tem tido um forte trabalho indígena por mais de um século, o qual continua, apesar do que e inimigo possa fazer.

Os esforços missionários continuaram a espalhar-se através de toda a Europa, América do Norte, do Sul, Canadá, Neva Zelândia, Austrália, África, Rússia, India e Ilhas das Caraíbas. A China, Japão e outros países do Extremo-Oriente foram alcançados e grupos de assembleias foram formados em todos estes ugares.

Muitas organizações missionárias bem conhecidas actualmente tiveram suas origens nos Irmãos. Podiam-se mencionar muitos nomes ligados ao grande esforço de obedecer ao mandamento de Senhor: "Ide todo o mundo e pregai o Evangelho...".

Podemos pensar no Dr. Baedeker, que gastou tanto tempo na Rússia, Hudson Taylor na China, F. S. Arnot na África, C. Bull no Tibete, ao lado dos que já foram mencionados, e muitos mais que deixaram suas casas e familiares, sacrificando-se, em simples obediência ao mandamento do Senhor. Tem sido afirmado que de todos os grupos evangélicos, nenhum providenciou tantos missionários para terras estrangeiras como o movimento conhecido por "Irmãos". A nossa oração constante é para que os jovens de hoje possam receber essa mesma visão que receberam os primeiros Irmãos, entregando-se totalmente ao Senhor, e estando dispostos a ir onde quer que Ele es envie. Os campos de hoje estão na verdade brancos para a ceifa, o mandamento de ir foi dado há quase 2.000 anos atrás, e nunca foi rescindido. Há tantas portas abertas, tantas almas partindo para a eternidade sem Cristo; que desculpa teremos nós para, apresentar ao Senhor por não termos saído para alcançar os perdidos? Jovem cristão, não esperes que os homens te enviem, olha somente para o Senhor, e confia nEle completamente para direcção e para o suprimento de todas as tuas necessidades. Não compareças perante o tribunal de Cristo de mãos vazias.

4. POSIÇÃO DOUTRINÁRIA

Nesta secção, tentaremos contemplar brevemente a posição doutrinária do movimento dos Irmãos, e considerar a posição corrente.

Não têm faltado ao movimento os seus críticos e detractores, mas poucas pessoas espirituais poderiam negar que não tenha sido uma tentativa honesta de retorno às Sagradas Escrituras, e que tenha e certa medida actuado como um saí da terra para por em cheque a apostasia da cristandade moderna.

Os antigos crentes em Dublin e Plymouth voltaram ao Novo Testamento para sua direcção. Eles não perguntaram: "Que diz Roma?"; ou: "Que pensavam os Pais da Igreja?"; mas sim: "Que diz Espírito Santo através da Palavra?". Aqui estava o princípio vivo, a base para cada reavivamento autêntico que tem tido lugar, um retorno à Palavra de Deus.

Havia uma simplicidade de coração quase que ingénua em resposta à leitura da Bíblia, e que conduzia a uma completa devoção a Cristo como Cabeça da Igreja. Isto conduziu em troca a um reconhecimento da unidade do Corpo de Cristo, á presença do Espírito Santo, o sacerdócio de todos os crentes e as implicações da unidade cristã.

Eles reconheceram que a Igreja não é uma monarquia, tão-pouco uma democracia, mas sim uma teocracia.

Ou seja, somente Cristo é o Cabeça da Igreja. A liberdade do Espírito não é a "liberdade para que cada um faça o que lhe apetece, mas para que cada um seja guiado e controlado pelo Espírito Santo. Uma coisa que se verifica em assembleias modernas é a relutância em reconhecer a importância de uma obediência literal ao ensino das Santas Escrituras. E alguns casos, o ensino e princípios da Bíblia têm sido suplantados pelos ensinos de homens, por vezes em busca de algo de novoe, e outras vezes por ser mais fácil seguir os homens, do que, em oração e devoção, seguir o ensino do Senhor, tal come está revelado em Sua Palavra.

Nos dias antigos, o exame longo e cuidadoso das Escrituras constituía a regra na decisão da conduta, tanto dentro como fora das reuniões. Os antigos Irmãos verificaram que o próprio Senhor coloca anciãos em cada Igreja como guias e ensinadores. Isto não implica que es crentes devam eleger anciães de acordo com os seus próprios desejlos, mas que devem sim esperar no Senhor que Ele levante aqueles que Ele qualifica para apascentarem o rebanho. Os santos irão reconhecer aqueles a quem e Espírito Santo tem chamado, e submeter-se-ão a eles no Senhor.

Os antigos "Irmãos" também puderam ver pela Escritura que cada assembleia loca devia ser independente das outras no governo da igreja, não estando ligadas por estruturas denominacionais, ou políticas eclesiásticas, mas sendo livres para reconhecerem outras assembleias como parte da grande grela de Cristo, quando vistas nessas assembleias evidências da presença de Cristo.

Nas antigas reuniões dos Irmãos, a prática de baptizar os crentes na altura da sua confissão de fé no Senhor Jesus, tal come é ensinado e exemplificado no Nove Testamento, foi iniciada, e tem sido continuada até hoje nas assembleias, através de todo o mundo.

Da mesma forma, o ajuntamento para celebrar a Ceia do Senhor era, e tem sido até hoje, uma das principais reuniões dos Irmãos. Em relação a isto, podemos acrescentar dois comentários, ou melhor, duas citações dos antigos Irmãos: Primeiro, o Dr. Edward Cronin, convertido do catolicismo romano que escreveu a um amigo: "Óh, os abençoados períodos com a minha alma que conhecemos naquelas primeiras reuniões, quando deixando a mobília lado, e pondo a simples mesa com o seu vinho, nos encontrávamos para recordar e Ser períodos de alegria para nunca mais esquecer; certamente que tínhamos e sorriso e aprovação do Mestre naquelas reuniões". Em segundo lugar, citamos George Müller: "Em relação à Ceia do Senhor embora tenhamos um mandamente específico relacionado com a frequência da sua observância, o exemplo dos apóstolos e dos primeiros discípulos levar-nos-á, apesar disso, a observar esta ordenança em cada dia do Senhor". Assim tem esta prática continuado até ao dia presente em todas as assembleias conhecidas por Irmãos.

O movimento conhecido como Irmãos surgiu porque a vida que existia na Igreja parecia ser formal e sem vida. Quando raiou e século XVIII, raiou uma igreja adormecida, havia pouco ou nenhum entusiasmo em lado algum por uma caminhada íntima com o Senhor, a aderência à Sua Palavra tinha deixada de lado, e o Racionalismo e Ritualismo estavam tomando o seu lugar.

O movimento dos Irmãos começou espontâneamente, como um movimento do Espírito Santo operando nos corações e mente dos homens. Ocorreram fraquezas, e ainda ocorrem hoje. Elas sempre ocorrerão enquanto os homens não seguirem pensar através das implicações totais de suas crenças, ou compreenderem o que é que estão realizando. Contudo, e apesar das fraquezas, Deus tem-Se dignado abençoar este movimento de uma forma notável, para a salvação de milhares de preciosas almas, e para o avanço de Seu reino universal.

Os Irmãos primitivos não publicaram qualquer credo, ou declaração de fé, mas tal como tem side diversas vezes dite neste esboço, eles dependiam unicamente da direcção de Espírito Santo, através da Palavra de Deus. Há, contudo, quatro princípios básicos e duradoiros que es têm caracterizado desde o princípio, e aqui, cito F. R. Coad. Ele apelida-os de "quatro liberdades dos Irmãos":

  1. A liberdade da Palavra de Deus no meu pensamento;
  2. A liberdade do Senhor Jesus Cristo no meu viver;
  3. A liberdade do Espirito Santo na minha adoração e serviço;
  4. A liberdade de todo o Corpo de Cristo na minha comunhão.

Arnold Doolan

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