Assembleias de «Irmãos» em Portugal

História do Movimento de «Irmãos»

James Henry Ingleby (1865-1951)

Carlos Alberto SwanJames Henry Ingleby nasceu em 20 de Maio de 1865, em Burton – Cheshire, Inglaterra e foi chamado para o Senhor em 11 de Outubro de 1951.

Viveu em Portugal na Rua das Motas, 22, na Foz do Douro.

Os seus escritos foram e continuam a ser uma bênção para os que os lêem. Estudos sobre o Evangelho de Marcos, Espístola aos Hebreus, Judas, de Pedro e Apocalipse são ainda grandes marcos da exegese bíblica.

Os seus restos mortais foram depositados no cemitério inglês, em Lisboa até ao dia da ressurreição dos justos. O funeral foi dirigido pelo Ir. Viriato Sobral.

Na ausência de uma biografia mais completa deste grande pioneiro e obreiro no nosso país, reproduzimos infra, uma carta remetida por este Irmão, em 27 de Novembro de 1950, ao Irmão Orlando Pereira (de S. João da Madeira, nosso pai na carne, que nos gentilmente cedeu a mesma), onde se manifesta a profundidade do estudo e da comunhão deste Irmão com o Seu Senhor.

"(...) Se compararmos Provérbios 8:22 com João 1:1-3 e Col. 1:17 verificamos que aquele primeiro trecho só pode referir-se a uma Pessoa – o Eterno Filho de Deus. Creio que o irmão reconhece este mesmo facto apesar da dificuldade em compreender o versículo 31 ao relacioná-lo com os versículos antecedentes.

Temos de nos lembrar que para Deus não há limite de tempo. A Eternidade é tempo sem fim; em relação ao passado, desde todos os tempos e quanto ao futuro, para sempre – Deus conhece o fim desde o princípio.

Queira comparar Rom. 8:30 onde se fala da predestinação, vocação, justificação e glorificação do crente; em todas essas fases se usa o pretérito.

Em João 17, onde o Filho fala com o Pai, vemos que o tempo não é contado. No vers. 4 Jesus diz: «Glorifiquei-Te na terra – tenho consumado a obra» – quando, de facto, ainda lhe falta ir até à cruz.

«Folgando no Seu mundo habitável» – É uma maneira de exprimir, em palavras inteligíveis aos homensm o prazer de Deus na Obra da criação. Se a Natureza proporciona aos homens tantos prazeres, podemos imaginar quanto maior era o prazer de Deus ao contemplar a Obra perfeita das Suas mãos, obra que Deus considerou como boa.

«As Suas delícias eram como os filhos dos homens » – Isto fala-nos de tempos posteriores aos de Adão e Eva no Jardim, pois lemos filhos dos homens – falando da raça caída – David usa no Salmo 16:3 termos semelhantes: "Aos santos que estão na terra e aos ilustres em quem está todo o meu prazer". O capítulo 1 dos Cânticos mostra-nos os afectuosos pensamentos do esposo acerca da esposa apesar desta não ter ainda atingido o estado de perfeição (Efésios 5:25-27).

Mateus 13:46 mostra-nos que, depois de ter encontrado a pérola de grande valor, vendeu tudo quanto tinha, e comprou-a. Agora está purificando-a para a apresentar a Si mesmo, Igreja gloriosa (Efésios 5:25-27)."

Assinatura de Ingleby

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