Assembleias de «Irmãos» em Portugal

História do Movimento de «Irmãos»

1.11. Os «Irmãos» na Bíblia

Há quem fale e pense dos Irmãos como tendo origem em 1825. Importa, contudo, recordar a nossa verdadeira origem. Ei-la:

"Qualquer que fizer a vontade de Meu Pai celestial, esse é meu irmão", disse o Senhor Jesus.

"Vós todos sois irmãos" (Mateus 23:8);

"O Rei, respondendo, lhes dirá: Em verdade vos afirmo que sempre que o fizestes a um destes meus pequeninos irmãos, a mim o fizestes" (Mateus 25:40);

"Então Jesus lhes disse: Não temais. Ide avisar a meus irmãos..." (Mateus 28:10);

"Irmãos, reparai, pois, na vossa vocação; vós sois d'Ele em Cristo Jesus, o qual, para nós, foi feito por Deus sabedoria, e justiça, e santificação, e redenção" (1 Coríntios 1:26 e 30);

"Não já como escravo, antes, como irmão caríssimo" (Filemon 16);

"Por isso Ele não Se envergonha de lhes chamar irmãos" (Hebreus 2:11);

... ...

Nós não somos "OS IRMÃOS" chamados de tal ou tal homem, de tal ou tal localidade que apareceram há uns 200 anos, não! Nós somos "IRMAOS" entre os numerosos irmãos que compõem a grande família de Deus cuja origem remonta bem mais alto.

Nós somos "IRMÃOS" que, pela graça de Deus, foram libertados do longo cativeiro babilónico da Igreja e se recolocaram no terreno primitivo desta assentados nos lugares celestiais em Cristo, para confessar o Deus e Pai de Nosso Senhor Jesus Cristo, como fonte de unidade, o Deus e Pai da família de Deus toda inteira dispersa ou congregada – para confessar Cristo' como a Cabeça do Seu corpo (Efésios 1:19-23 e 2:1-18), e para reconhecer o Espírito Santo como Aquele que edifica e habita a casa de Deus (Efésios 2:19-22).

A nossa origem não está em doutores, poderosos por Deus, suscitados por Ele há uns cento e sessenta, ou cento e oitenta anos, para fazerem reviver verdades durante muito tempo sepultadas nos escombros da igreja professante, por muito abençoados e reconhecidos por Deus que eles tenham sido. Esta origem é de Deus que, pela Sua graça soberana, chamou Pedro, André e João, de Deus, que entregou Cristo à morte pelas nossas ofensas e O ressuscitou para nossa justificação (Romanos 4:25); que, mais tarde, do alto da glória, chamou Saulo de Tarso e o retirou do mundo, dos Judeus e das nações que tinham rejeitado Cristo, e que, da glória, o enviou como um homem unido a Cristo, para dar testemunho à Sua glória e à união dos santos com Ele, como seu corpo e Sua esposa. O nosso lugar não está num corpo cuja origem data de 160 ou 170 anos; está em Cristo, que, após ter revelado a Maria a nova relação estabelecida por estas palavras: "Subo para meu Pai e vosso Pai, para meu Deus e vosso Deus", vem e Se apresenta no meio dos Seus irmãos reunidos e lhes comunica a paz que Ele tinha feito para eles ao morrer sobre a Cruz, mostrando-lhes as provas nas Suas mãos e o Seu lado traspassados.

Nós estamos em Cristo, o Filho Unigénito de Deus, enviado do Pai, soprando nos Seus a Sua própria vida de ressurreição, unindo-nos assim a Si próprio, o Chefe ressuscitado da nova Criação.

Nós estamos em Cristo, que, depois, subiu ao Céu como Homem, e enviou o Espírito Santo, prometido do Pai, para morar nos Seus; de sorte que a nova família de Deus, plenamente estabelecida, tem podido desde então, individual e colectivamente, clamar: "Abba, Pai!" (João 20:19-22; Actos 1:4). Somos baptizados em Nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo – e o mesmo Espírito nos baptiza num só corpo e nos edifica juntamente, para sermos a Sua habitação sobre a Terra. Tal é a nossa origem e tal é a nossa posição! E somente a esta família, e a este corpo, e a esta casa que nós pertencemos. Somos irmãos em Cristo – somos CRISTÃOS, e nada mais.

"In Leituras Cristãs" – Sem autor identificado

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