Assembleias de «Irmãos» em Portugal

História do Movimento de «Irmãos»

2.7. Silveiro – Anadia

Uma Congregação Com Mais de 60 Anos

Silveiro em 1989Fachada principal do edifício da Casa de Oração em Silveiro (1989) – António Francisco Roque, um homem de 35 anos de idade, natural do Silveiro, casado com Albertina Bártolo, mas residente em Estarreja por imposição laboral, já que trabalhava para a C. P. naquela localidade, foi convidado a assistir á pregação do Evangelho na Igreja daquela localidade; Igreja que tinha sido aberta entre Fevereiro e Março desse ano pelos irmãos Viriato Sobral e Frank Smith, com grandes dificuldades pois o padre da freguesia e as autoridades locais tentaram sempre que essa porta não se abrisse, conseguindo-o meses mais tarde alegando que estes irmãos eram comunistas.

Entretanto, António Francisco Roque que tinha aceite o convite para ouvir a Palavra de Deus, aceita o Senhor Jesus Cristo como seu Senhor e Salvador pessoal e logo é inundado dum tão grande gozo na sua vida, que toma a decisão de, assim que pudesse, dar a conhecer a Boa Nova à sua família e aos seus conterrâneos.

Se assim o pensou, melhor o fez, pois enquanto não levou o Evangelho ao conhecimento, primeiro de seus pais e familiares e depois dos seus amigos e vizinhos, não descansou; passando a falar insistentemente aos irmãos responsáveis por aquele trabalho ali em Estarreja para irem a casa de seus pais pregar o Evangelho.

Como a persistência deste homem fosse tanta a oportunidade surgiu; então diz-se que, numa noite de Inverno, o irmão Viriato Sobral veio a casa dos pais do irmão António Roque e, à lareira da sua cozinha, pregou o Evangelho às almas ali presentes.

O impacto da Palavra de Deus foi tão grande naquelas almas, que logo convidaram mais almas para ouvir o que nunca tinham ouvido de nenhum sacerdote: a verdade, a Palavra de Deus, a água viva que refresca o sedento. E assim se começaram a fazer reuniões regulares em casa do Snr. José Roque e Piedade Rita; assim eram os nomes dos pais do irmão António.

Passado algum tempo constatou-se que a cozinha da casa do irmão José Roque já era pequena para albergar tão grande assistência, pois ficavam muitas pessoas da parte de fora da porta, em Pé, que não arredavam pé com sede pela Palavra de Deus.

Então começou-se a pensar em arranjar uma casa maior para se reunirem todos. E com a graça de Deus logo surgiu um homem de nome José Ferreira Pires, mais conhecido por José Marreca, que gentilmente cedeu o porão de uma casa já velha, que não tinha portas nem janelas e o piso era térreo, mas tinha aproximadamente 40 m2, e já podia comportar muito mais assistência que a cozinha da casa do irmão José Roque. Ao mudarem para aquele porão também o irmão Viriato Sobral contribui para o conforto das pessoas que ali se reuniam trazendo de Estarreja algumas cadeiras e bancos.

E assim, se poderia dizer como no principio da igreja primitiva: "E TODOS OS DIAS O SENHOR ACRESCENTAVA À IGREJA AQUELES QUE SE HAVIAM DE SALVAR". Como a propagação do Evangelho crescia a olhos vistos começaram a surgir as primeiras reacções nefastas em relação aos crentes e principalmente em relação aos mensageiros que se deslocavam até ao Silveiro com a intenção de pregar o Evangelho; eles tinham de se deslocar até ao então apeadeiro de Oiã de comboio percorrendo depois a pé a distância de aproximadamente 4 Km até ao Silveiro, tendo de, depois da reunião, empreender a viagem de regresso nas mesmas condições.

Nessa altura do regresso os populares do Silve iro e Oiã saíam para a ma incitados pelo padre da freguesia, o padre Abel, com latas e tachos velhos a servirem de instrumentos musicais e acompanhavam estes nossos irmãos até Oiã insultando-os e caluniando-os de comunistas e maçónicos.

Mas o Espírito Santo os fortalecia para suportarem tudo isto e voltarem na próxima reunião.

Numa dessas vezes recorda-se o irmão Frank que talvez nos finais do ano de 1937, veio o irmão Roque falar-lhe para que fosse ao Silveiro já que as reuniões tinham sido interrompidas porque o nosso irmão Viriato Sobral tinha-se ausentado por alguns meses na Inglaterra; em princípio o irmão Frank não quis aceitar, já que ainda estava a aprender a língua Portuguesa, porém com a insistência deste irmão Roque o irmão Frank resolveu ir. Acompanharam-no nessa altura, D. Rute, um jovem irlandês de seu nome Normando, que também estava a aprender o Português para ir como missionário para a Guiné e ainda Rudolfo Binder e Ricardo Cole, um irmão que mais tarde trabalhou na Obra em Braga. Nesse dia, estes nossos irmãos fizeram a reunião no porão (a que o nosso irmão Frank chamou de celeiro velho) e depois de acabar empreenderam o caminho de regresso tendo a festa habitual, em que os populares eram pródigos em fazer.

Além deste padre Abel, que teve de fugir para o Brasil por atos de terrorismo, ainda foram párocos desta freguesia o padre Vilar e o padre Resende, também dois terríveis perseguidores do Evangelho.

De uma outra vez, isto já em 1938, (uma data que ficou na memória do casal Sobral, já que foi no segundo dia da sua lua de mel que vieram ao Silveiro) essa reunião foi muito frutuosa, pois 3 almas se entregaram ao Senhor.

Foi também em 1938, no dia 15 de Maio, que se realizaram os primeiros baptismos da nossa área, na ponte velha sobre o rio Levira, denominada na altura pela ponte velha do Ribeiro. Nesse dia desceram às águas do baptismo 18 almas que quiseram obedecer ao mandamento do Senhor, conforme tinham sido ensinados durante aqueles breves meses em que foram ministrados pelo irmão Sobral e Frank.

Foram baptizados pelo irmão Sobral naquele dia os seguintes irmãos: José Roque, Piedade Rita , Albertina Bártolo, António Francisco Roque, Joaquim Martins Duarte, António de Oliveira Vela, Maria Madalena Rita, Maria dos Santos (Sapateira), Rosa dos Santos Ribeiro, Mariana Sapateira, João Francisco Roque, Rosa Sapateira, Abílio Diogo, Mabília dos Santos Simões (Pêga), Maria da Conceição, Clementina da Conceição, Engelina Ribeiro dos Santos e Maria Rosa Roque.

Após os primeiros baptismos, destes crentes, que foram pedras basilares da Igreja do Silveiro, nasceu com eles também, o desejo de adquirirem casa própria para se reunirem, ouvirem a Palavra de Deus e servirem o Senhor mais dignamente.

Compraram então, uma casa de habitação situada onde ainda hoje é a igreja. esta casa foi obtida e paga no acto de escritura, mas o proprietário e vendedor, snr. Manuel Rodrigues da Conceição, ainda teve alguns problemas pois a casa estava arrendada e o inclino instigado pelos inimigos do Evangelho, foi influenciado a não entregar a chave e a não desocupar a casa, tendo então o Snr. António Rodrigues da Conceição de requerer despejo judicial.

Depois do despejo feito, os crentes tomaram posse da casa, começando logo a projectar de como fariam o salão ou como haveriam de fazer as reformas necessárias na casa para que esta tivesse condições de trabalho.

Mas Satanás ainda não tinha acabado os seus recursos para fazer parar o Evangelho no Silveiro.

Quando os irmãos resolveram começar a obra da igreja, surgiu o embargo por esta se situar frontal a então E. N. Nº 237. Era pois necessário, que a licença da obra fosse aprovada pelo Snr. Director Geral das Estradas do Distrito de Aveiro o que não foi muito fácil pois os inimigos do Evangelho, alguns de muita influência na vida civil, dificultaram o andamento legal do processo.

Foi então que ficou histórica para a igreja do Silveiro, a data em que três irmãos, arregaçando as mangas, puseram pés a caminho em direcção ao Gabinete do Snr. Director Geral das Estradas, para falarem directamente com ele sobre o problema que os estava a afectar. Sem audiência marcada estes três irmãos, António de Oliveira Vela, Joaquim Martins Duarte e João Duarte Gil, entraram no prédio da Delegação de Estradas, dirigiram-se imediatamente ao recepcionista e exigiram falar como Snr. Director com urgência, porém, o recepcionista disse-lhes que era impossível, porque o Snr. Director já estava a sair e que não os podia atender naquele dia. Mas o Espírito Santo impelia aqueles homens para a resolução final do problema e não ficaram parados sem saber o que fazer antes correram a interceptar o homem chave para a resolução do problema e conseguiram-no; com a graça de Deus; Ele foi interpelado por estes irmãos, que sem parar os foi ouvindo. Então o Espírito de Deus fez a Sua parte no trabalho, tocando no coração daquele homem; que empenhou a sua palavra dizendo que autorizava a obra e que quando o processo chegasse às suas mãos, fossem quais fossem as informações que o relatório contivesse, ele aprovaria o processo. Estes irmãos não cabiam em si de contentes; dando graças a Deus; quando regressaram a casa.

No Silveiro, trataram logo de programar o trabalho no maior sigilo possível, para que nada fosse preparado por parte dos contras para atrasar o levantamento da obra. E assim foi, numa tarde e numa noite, crentes e simpatizantes da Obra deram a sua ajuda braçal e material pondo as paredes no ar, ficando a fachada com as mesmas características que ainda hoje tem. Um facto interessante é que os inimigos do Evangelho tinham programado uma festa para comemorar a proibição da construção da casa e portanto a sua vitória, mas graças a Deus, que ainda hoje não se ouviram esses foguetes que estavam preparados para a festa.

A vitória dos inimigos do Evangelho nunca chegou a acontecer, po;s a vitória só pedia ser daqueles que têm como general o Senhor Jesus e como Deus o Deus Omnipotente. Depois da obra pronta, estes irmãos podiam usar as palavras de Samuel como suas dizendo. "Até aqui nos tem ajudado o Senhor".

Concluídas as obras e mobilada a casa esta pôde ser inaugurada em 12 de Novembro de 1939.

Nestes primeiros anos também surgiu na nossa área um homem que talvez tenha sido o maior missionário português de todos os tempos, e é curioso que este irmão não precisou de sair do seu país para ser missionário, antes pelo contrário, dedicou-se de alma e coração ao seu povo muito amado, mesmo sofrendo dele, muitas afrontas e ameaças de morte pelo amor que ele, José Ilídio Freire, tinha ao seu povo e ao seu Mestre o Senhor Jesus Cristo.

Foi este grande homem que na década de 20 fundou as conhecidas Convenções Beira-Vouga, realizando-se a primeira na Senhorinha (Sever do Vouga), e seguidamente todos os anos este irmão deslocava-se a esta área para realizar mais uma convenção que tinha por objectivo apoiar os irmãs das diversas Igrejas recém-nascidas. Foi assim, que, segundo informações recolhidas junto de irmãos mais velhos, em 1938, e antes de o templo ter sido construído se realizou a primeira convenção BeiraVouga no Silveiro, na quinta onde já se tinha realizado a reunião de baptismos desse mesmo ano, a quinta do sr, João Coteto, pois como foi referido só em 1939 o templo seria aberto ao público. Foi este mais um marco de progresso do Evangelho na zona da Bairrada. Durante todos estes anos, o povo desta terra pobre e humilde, mas rica em hospitalidade, foi recebendo os irmãos que vinham de todas as partes do país para se reunirem nas muitas convenções que aqui se realizaram numa festa de convivência e de comunhão cristã conforme o ideal do seu fundador. Alguns anos mais tarde surgiu outro homem na igreja do Silveiro acompanhando o Irmão Viriato Sobral. Este homem ainda jovem, natural de Ovar e empregado da CP, recém convertido, mas com grande vontade de servir ao Senhor, acompanha o irmão Vinato Sobral ao Silveiro no domingo a seguir à Páscoa de 1950 e pela 1ª vez prega a Palavra de Deus em público; também para este homem, Manuel Ribeiro de seu nome, a Igreja no Silveiro foi um marco na sua vida, e oito anos depois quando decide dedicar a sua vida à Obra, vem com a sua família para esta área (a 5 de Março de 1958).

Já era noite quando chegam ao Silveiro, mas é recebido pelos irmãos e pela irmã Maria Madalena Rita que lhes oferece uma refeição. De seguida, ainda se deslocaram para Sangalhos, onde tinham decidido residir. Após 4 dias, o irmão Manuel Ribeiro abre um novo trabalho em Sangalhos e, os irmãos do Silveiro dão-lhe o apoio com a sua presença.

Existiram grandes dificuldades para conseguir aquele trabalho aberto, já que como era hábito, o padre daquela freguesia incitava os populares para que "corressem" com os protestantes. Mas pela graça de Deus este trabalho ainda hoje permanece.

Depois deste, outros trabalhos este irmão conseguiu abrir: em Perrães, Mamodeiro, Moita, Anadia, Paredes do Bairro e ainda Famalicão e Avelãs de Caminho, que mais tarde fecharam por não terem crentes e assistência que justificassem a sua abertura. Finalmente, há poucos anos abri o seu último trabalho até à presente data, que foi em Anceiro, uma pequena povoação já perto de Mortágua. Podemos pois olhar para trás e constatar que o Senhor tem abençoado a Igreja do Silveiro, pois através dela o Evangelho entrou nesta área, fez crescer a Obra do Senhor e ser uma bênção para os trabalhos que depois deste foram abertos.

Em 1971 mais um grande Passo na vida desta igreja e do meio evangélico foi dado: um grupo de senhoras do Silveiro pensou em realizar reuniões de senhoras na nossa área; começaram-se a fazer contactos com as várias igrejas da área e com as Irmãs da igreja de Perrães realiza-se a primeira reunião de senhoras, fundando-se assim a Sociedade de Senhoras em 11 de Novembro desse mesmo ano. Esta congregação de senhoras era devidamente organizada, tendo como presidente, a irmã Rosa Carvalho do Silveiro, vice-presidente Celeste Martins dos Santos, da igreja de Perrães, secretária Zaira Pires Duarte do Silveiro e como tesoureira Ermesinda Almeida de Oliveira, também do Silveiro. Esta direcção era renovada por eleição após um ano, e assim sucessivamente. Estas irmãs tiveram também a ideia de fazerem congressos de senhoras a nível centro/norte do país, tendo oportunidade de reunir nesta humilde casa irmãs de quase todo o país com o intuito de louvarem o nome do Senhor e de o servirem cada vez mais e melhor.

Com o decorrer dos anos muitos têm partido para o Senhor, mas o Senhor tem suprido esse vazio com o acrescento de outros irmãos e em maior número pela graça de Deus. Como o crescimento da igreja se verificava e como a igreja visse necessidade de se legalizar juridicamente, no ano de 1986 aproveitou a estadia do irmão António Duarte em Lisboa, a cumprir o serviço militar, para se tratar da sua legalização. E o esforço foi recompensado ao ser publicado no Diário da República de 25/10/86 o reconhecimento da igreja como Igreja Evangélica do Silveiro, a qual a partir daquela altura passou a ser gerida por uma Junta Administrativa, conforme os artigos 7 e 8 dos referidos estatutos, de acordo com a deliberação tomada pelos irmãos em assembleia geral ordinária no dia 30/10/86.

Publicado no "Refrigério" Nº 16 e 17 (1989), aquando da comemoração do 50º aniversário.

Inauguração da Nova Casa de Oração em 2003

Silveiro em 2003Fachada principal do edifício da nova Casa de Oração no Silveiro (2003) – «É com alegria, e enorme gratidão para com o Deus de toda a glória que a Igreja que se reúne no Silveiro, fez a inauguração da restauração da Casa de Oração.

Sendo inaugurada no dia 12/11/39, esta Casa de Oração foi feita a partir da restauração de uma casa já existente, tendo na altura havido um acto de fé e coragem quando a fachada foi erguida numa só noite por causa da dificuldade existente com as autoridades.

Olhando para trás vemos esta Casa de Oração sendo restaurada por dentro e por fora há 29 anos.

Depois sofreu mais algumas pequenas obras de manutenção. De há uns anos a esta parte começou a sentir-se o desejo de alargar as paredes do salão da igreja. Desde a compra de terrenos contíguos a terrenos noutras partes, o Senhor nos foi dando respostas negativas. O Seu tempo ainda não tinha chegado.

Uma das tentativas foi, com o nosso vizinho que ocupava, com uma oficina, o resto da tal casa da qual se fez o salão da igreja inicialmente. Quando abordado para nos vender a sua oficina, logo disse que naquela altura não, mas assim que visse que estava na hora da reforma logo nos venderia a referida oficina. A nossa impaciência nos levou a não pararmos, mas só no Seu tempo o Senhor nos mostrou qual era a Sua vontade.

O dito vizinho devido a problemas de saúde decidiu reformar-se contra a sua vontade. Como o prometido é devido damos graças a Deus porque ainda há homens de palavra o Sr. Eugénio chamou-nos com a intenção de nos vender a dita oficina, chegando a acordo connosco por 700.000$00.

Começamos a tratar da legalização do dito terreno e com a ajuda de um gabinete de arquitectura logo se começou a trabalhar num projecto para a geminação das duas casas. Depois de alguns desenhos o projecto que surgiu pela mão da arquitecta agradou sobremaneira a todos nós.

Com fé e sem dinheiro para as obras decidimos pôr mãos à obra, em Junho de 2002. Logo surgiu o desejo de realizarmos as obras até ao dia 12 de Novembro. O tempo do Senhor não é o nosso tempo e essa data foi esquecida. O Senhor tinha os Seus propósitos. O 'atraso' foi bom porque se fizeram as obras com mais cabeça, sem pressas e as ideias que eram tidas inicialmente logo se transformaram em outras ideias melhores o que muito contribuiu para que o desenlace da mesma, fosse do grande agrado de todos nós e para a glória do Deus Todo Poderoso.

No dia 01 de Junho de 2003 pelas 15:00 horas, o salão da igreja agora remodelada foi inaugurada. Este dia serviu para fazermos a chamada inauguração oficial, na qual aproveitamos para convidar algumas entidades oficiais nas pessoas do Sr. Presidente da Câmara de Oliveira do Bairro e do Sr. Presidente da Junta de Freguesia de Oiã e também a população do Silveiro. A nossa intenção foi que o povo viesse na sua curiosidade ver as obras, e assim aproveitar a oportunidade para ouvirem o Evangelho. O nosso desejo, pela graça de Deus foi amplamente satisfeito, pois o povo apesar de ser dia de 'comunhões' não quis deixar de estar presente.

Tivemos a participação do Coro da Igreja do Silveiro, do Ir. Joel Silva com dois hinos e também do Ir. João Mónica com dois solos com a sua guitarra clássica. Usaram da palavra os Ir. António Duarte, ancião nesta igreja e o Ir. Manuel Ribeiro além dos respectivos presidentes da Junta e da Câmara.

Passados alguns dias, no dia 10, feriado, juntaram-se a nós a partir das 14:30 horas os nossos irmãos das igrejas da área e não só. O programa foi dirigido principalmente pelos jovens participando os jovens irmãos de Sangalhos, Moita, Silveiro e Silvalde, sendo a Palavra ministrada pelo Ir. Normando Fontoura.

O Senhor nos abençoou com a presença de muitos descrentes, não só naquele dia mas também nos dias seguintes, à noite nas duas reuniões que se realizaram, nas quais os prelectores foram o Ir. Jorge Campos e Ir. Eckstein.

Convém referir que gastámos nas obras cerca de € 50.000, não tendo pago ainda tudo. À presente data, só falta pagar cerca de € 10. 000.

Quando o Senhor permitiu que as “estacas” da igreja fossem alargadas, concerteza não foi para que a Igreja local ficasse parada dentro dela 'gozando a sua beleza'. Apesar de alguns descrentes nos estarem a visitar regularmente, que o Senhor mova a cada um de nós que se reúne neste lugar, a não se acomodar.

Não queria terminar, sem deixar dois versículos, que penso terem muito a ver com estas linhas: “... até aqui nos ajudou o Senhor.” I Samuel 7:12

“Portanto, meus amados irmãos, sede firmes e constantes, sempre abundantes na obra do Senhor, sabendo que, no Senhor, o vosso trabalho não é vão.” I Coríntios 15:58. Paulo Levi»

Publicado no "Refrigério" Nº 94, Setembro-Outubro de 2003

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