Assembleias de «Irmãos» em Portugal

Princípios Fundamentais

Distintivos das Assembleias de "Irmãos"

3. A Igreja Sem Clero

Clérigos — são pessoas ordenadas numa religião e diferentes dos chamados leigos. São vulgarmente denominados por reverendos, doutores, pastores, etc.. Quase sempre são treinados em seminários, Institutos ou Escolas Bíblicas para "funcionarem" como Pastores das Igrejas, ocupando cargos que os leigos não podem ocupar, tais como pregar, ensinar, ministrar a Ceia do Senhor, presidir a cerimónias de casamento e funerais.

1. SACERDOTES
  1. As religiões – não a Igreja de Deus – possuem uma classe especial de homens, reconhecidos como sacerdotes – At. 14:13.
  2. O propósito divino, mesmo para o povo de Israel, era diferente. Todos seriam um reino sacerdotal – Ex. 19:6.
  3. Israel falhou e Deus criou uma classe sacerdotal – Ex 28:1 e 29:1.
  4. No Milénio, porém, Israel será uma nação sacerdotal – Is. 61:6.
  5. Para a Igreja, temos uma nova ordem. Temos o Senhor Jesus Cristo como nosso grande, único e verdadeiro sumo sacerdote – Hb 3:1; 4:14; 6:20; 7:24; 8:1; 10:21-22.
  6. Todos os verdadeiros crentes são um sacerdócio santo – 1 Pe. 2:5,9; Ap. 1:6.
2. ANCIÃOS

Nas Igrejas do Novo Testamento, tal como vemos na Bíblia Sagrada, não há qualquer referência a qualquer "Pastor" como líder de uma igreja. Era totalmente desconhecido. Se hoje existe algum obreiro em alguma igrejam ainda que os de fora erroneamente o tomem e trate por "pastor" enquanto título, ele:

  1. Não deve tomar a liderança dos anciãos;
  2. Não deve restringir o sacerdócio de todos os crentes;
  3. Não deve dominar a pregação e o ensino;
  4. Não deve fazer toda a visitação;
  5. Não deve pretender posição e ser chamado de "pastor";
  6. Não deve tomar o título de "reverendo" ou de "doutor";
  7. Não deve acordar um contrato para o seu serviço;
  8. Não deve servir por um vencimento garantido.

Só assim poderá ser reconhecido com um dos anciãos (pastores) da igreja local, sendo digno de duplicada honra, de acordo com 1 Tm. 5:17-18.

3.OS DONS PARA O MINISTÉRIO

Rejeitamos qualquer forma de sistema clerical pelo facto de estes apagarem o desenvolvimento e o funcionamento dos dons dados por Deus para o ministério. Todo o valor que se possa acumular por instrução académica (Escolas e Institutos Bíblicos e treinamento em seminários) não podem substituir a falta dos dons dados por Cristo à Sua Igreja e distribuídos pelo Espírito Santo – Ef. 4:8-13; 1 Co. 12:4, 7, 11.

Adaptado de "Os Distintivos das Assembleias", de H. G. Mackay

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