Assembleias de «Irmãos» em Portugal

Princípios Fundamentais

A Inspiração da Bíblia

A Inspiração da Bíblia1 – A palavra inspiração deriva de «in spiro», que significa «soprar para dentro, insuflar». A Bíblia diz-nos que, «toda ela, é inspirada por Deus» (2 Timóteo 3:16), ou seja, Deus actuou directamente para transmitir ao homem os Seus pensamentos. Enquanto "Sopro de Deus", a Escritura tem autoridade. Toda e qualquer parte da Escritura é a "Palavra de Deus". As designações como "as Escrituras" e "Os Oráculos de Deus" (Rm 3.2) e a afirmação "Está Escrito", claramente mostram a sua proveniência divina.

2 – As palavras da Escritura são expressamente atribuídas ao seu Autor – o Espírito Santo (Mateus 1.22; Actos 13.34; Actos 1.16 e Hebreus 3.7). Os escritores materiais da Bíblia falavam pelo Espírito Santo (Mateus 2.15). E deste modo as própria palavras da Escritura são consideradas de autoridade divina (S. João 10:34,35), e as suas doutrinas são designadas para a direcção espiritual e temporal da humanidade em todos os tempos (Romanos 15:4 e 2 Timóteo 3:16). Aliás, a garantia da autoridade divina relativamente às Escrituras funda-se no ensino de que o Espírito Santo foi prometido aos discípulos de Cristo como seu Mestre e Guia (João 14.26 e 16.13).

3 – Em 2 Pedro 1:21, os homens, e em 2 Timóteo 3.16, a Escritura, diz-se serem inspirados; na verdade, não foram apenas os homens que escreveram, mas também o que escreveram que a Bíblia enuncia como sendo inspirado.

4 – Porém, inspiração não é escrita mecânica e cega. Deus inspirou os homens e não se limitou a ditar. Deus fez uso das características natural de cada escritor, e por um acto especial do Espírito Santo, habilitou-os a comunicar ao homem, por meio da escrita, a Sua divina vontade. Observa-se esta associação do divino e do humano nas passagens de Mateus 1:22; 2:15; Actos 1:16; 3:18; 4:25. Ou seja, a operação do Espírito Santo junta-se com a actividade mental do escritor, operando por meio dele e guiando-o.

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