Assembleias de «Irmãos» em Portugal

Princípios Fundamentais

Distintivos das Assembleias de "Irmãos"

2. As Igrejas Locais: Independentes e Sem Denominação

1. INDEPENDENTE

Significa:

  1. Manter firmemente que cada assembleia é autónoma, isto é, cada uma deve governar-se por si mesma.
  2. Este governo deve ser somente exercido pelos anciãos da mesma assembleia.
  3. As Igrejas do Novo Testamento desconheciam autoridades eclesiásticas, tais como: papas, cardeais, arcebispos, presidentes, superintendentes, etc. Havia sim, em cada igreja local, uma pluralidade de bispos, presbíteros, anciãos e pastores, que eram nomes diferentes para as mesmas pessoas – At. 20:17, 28; Tito 1:5; Hb. 13:7, 17; 1 Pe 5:1.

De facto, no início, a Igreja não tinha qualquer superintendente, reunindo-se os crentes em casas – Rom. 16:5, 15; 1 Co. 16:19; Col. 4:15 e Filemon 2.

Também não vemos que existisse qualquer organização que englobasse as igrejas existentes. Cada igreja tinha a sua própria independência e respondia individualmente por ela. Vejamos alguns exemplos extraídos do livro do Apocalipse:

  1. Foram vistas sete igrejas da Ásia e não "a Igreja" da Ásia – 1:4, 11.
  2. Eram representadas por sete castiçais de ouro, significando os testemunhos das igrejas no mundo e as suas responsbabilidades diante de Deus.
  3. Havia sete castiçais, cada um representando uma igreja local e não um castiçal com sete canas, como no Tabernáculo – Ex. 25:31-40.
  4. Havia um anjo para cada igreja e não um anjo para todas as igrejas – 1:20; 2:1.
  5. Cada igreja recebeu a sua própria carta, com exortações e conselhos, e nenhuma tinha que dar conta das suas condições e acções às demais igrejas.

A união entre as igrejas do Novo Testamento era uma relação espiritual, baseada na posse de uma salvação comum (Judas 3), o reconhecimento de um só Senhor (Ef 4:5), a morada do Espírito Santo e o cumprimento de um propósito comum – a proclamação do Evangelho e o ensino das verdades de Deus – 1 Ts. 1:18; Fil. 2:15-16. Esta relação manifestava-se do modo seguinte:

  1. A recepção de todos quantos Cristo havia recebido – Rm. 15:7.
  2. A aceitação e a provisão dos servos do Senhor – 1 Co. 16:9, 12; 2 Co. 11:8-9.
  3. Cartas de recomendação para os crentes que viajavam e eram desconhecidos noutras terras – Rm. 16:1-2; 2 Co.3:1.
  4. Ajuda financeira para os necessitados de outras assembleias – Rm. 15:25-27; 2 Co. 8:1.4; 9:1-2.
2. SEM DENOMINAÇÃO
  1. Porque uma denominação é um grupo à parte, que usualmente inclui algumas igrejas e tem as seguintes características:
    • a) Um nome distinto;
    • b) Uma união de várias igrejas;
    • c) Um líder humano;
    • d) Uma sede central.
  2. Porque uma denominação é também uma seita – um grupo sectário – At 5:17; 15:5; 26:5. Recordemo-nos dos saduceus e dos fariseus.
  3. Nascem das contendas, invejas e ciúmes, e é obra da carne – 1 Co. 1:10-13; 3:3; Gl. 5:19-20.
  4. É criar dissensões, cismas, ropturas; é rasgar, fender e dividir – Mt. 9:16; 27:51; Jo. 7:43; 9:16; 10:19.
  5. É reunir-mo-nos para pior e desprezar a igreja de Deus – 1 Co. 11:17-22; sermos expostos ao julgamento de Deus – 1 Co. 11:30-32, porque Ele não quer o Seu corpo dividido – 1 Co. 12:25.

Adaptado de "Os Distintivos das Assembleias", de H. G. Mackay

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