Assembleias de «Irmãos» em Portugal

Princípios Fundamentais

Distintivos das Assembleias de "Irmãos"

5. Finanças, Sem Solicitar Fundos

5.1. Como se financia esta obra? De onde provêm os fundos? Quem paga aos obreiros?

Quatro princípios básicos:

1. Os fundos para a Obra do Senhor não devem vir dos descrentes
  • 2 Co. 5:20 – Somos embaixadores de Deus;
  • Mat 28:20 – O Senhor está connosco sempre;
  • Fil. 4:13, 19 – Deus suprirá todas as nossas necessidades.
2. Nunca solicitar fundos de forma pública
  • Cl. 1:5-6 – O Evangelho chegou a todo o mundo sem apelos públicos financeiros;
  • 1 Co. 16:1, 2 – "Para que não se façam quando eu chegar".
3. Em vez da solicitação de fundos, instruir-se os crentes na Palavra de Deus
  • 1 Co.16:1, 2 – Metodicamente – no primeiro dia da semana;
  • 1 Co.16:1, 2 – Individualmente – cada um de vós;
  • 1 Co.16:1, 2 – Separadamente – ponha de parte;
  • 1 Co.16:1, 2 – Antecipadamente – ponha de parte;
  • 1 Co.16:1, 2 – Proporcionalmente – que puder, conforme a sua prosperidade;
  • 2 Co. 9:6-7 – Generosamente – semeia em abundância, em abundância ceifará;
  • 2 Co. 9:6-7 – Livremente – não com tristeza ou por necessidade;
  • 2 Co. 9:6-7 – Alegremente – Deus ama ao que dá com alegria;
  • Mat. 6:3 – Sem ostentação – não saiba a tua mão esquerda o que dá a direita.
4. Dar como acto de adoração ao Senhor
  • At. 20:7 – Na Ceia do Senhor, como parte da nossa adoração;
  • Hb. 13:15-16 – Com tais sacrifícios, Deus se agrada;
  • Fil. 4:17 – O fruto que abunde para a vossa conta.
5.2. Os ministros sem vencimentos garantidos

Como entender Lucas 10:7 e 1 Tm 5:18? Quem deve contratar o obreiro para o serviço do Senhor? Ensina o Novo Testamento a ordenação humana do clérigo?

O serviço do Senhor não é uma carreira para se escolher, mas sim um chamamento celestial para cumprir – Col. 4:17. O salário mencionado em 2 Co. 11:7-9, eram ofertas voluntárias enviadas pelas igrejas.

O servo do Senhor deve viver pela fé e dependência de Deus. Isto livra-o do perigo de ser um servo dos homens, e dá-lhe a liberdade de ser guiado pelo Senhor para O servir onde Ele indicar. O livro de Actos e as Epístolas apresentam as seguintes instruções inspiradas:

  1. A obra e os obreiros do Senhor devem ser sustentados pelo povo de Deus – 3 Jo. 5:8.
  2. Os crentes devem dar de seus bens com regularidade, liberalidade, alegria, proporcionalidade, voluntariamente, sem ostentação e em atitude de ostentação – 1 Co. 16:2, 2 Co 9:6-7; Mt. 6:1, 4; Fl. 4:18.
  3. Os que recebem as bênçãos do ministério espiritual, devem contribuir com o seu apoio material – 1 Co. 9:14 ao evangelista, ou obreiro; 1 Tm 5:17-18 ao ensinador, Gl. 6:6.
  4. Os servos do Senhor que viajam levando o Evangelho e ensinando a Palavra devem receber hospedagem e apoio em suas viagens – 3 Jo 5:8; Tt. 3:13.
  5. A publicação das necessidades e apelos para fundos não tem qualquer fundamento bíblico.
  6. Quem desejar engrandecer a sua utilidade, e aumentar o seu galardão, pode e deve servir ao Senhor sem qualquer remuneração em vista.

O Senhor promete bênçãos para aqueles que repartem fielmente dos seus bens, da forma referida supra:

  1. Crescimento na sua vida de oração, enquanto pedem a direcção do Senhor na entrega ou envio das suas ofertas.
  2. Uma sensibilidade mais profunda para a direcção do Senhor.
  3. Um interesse mais amplo quanto à obra e aos obreiros, com quem mantém comunhão.
  4. Uma consciência agradável de que são colaboradores de Deus – 1 Co. 3:9.
  5. Um conhecimento mais amplo em relação a Deus, que tudo nos dá com alegria. Deus ama ao dador alegre – 2 Co. 9:7.

Ensinamos estes princípios porque:

  1. Cremos serem estes os princípios e as práticas dos crentes e igrejas do Novo Testamento (início da Igreja Cristã).
  2. O obreiro deve apoiar-se completamente em Deus, assim como o crente busca a direcção do Senhor ao dar.
  3. Promove oração pelas provisões e direcção, aumentando assim a comunhão com Deus.
  4. Anula a aparência de servir ao Senhor por interesse ao dinheiro.
  5. Liberta-se do perigo de agradar aos homens.
  6. Elimina a tentação de querer aumentar a sua influência e os seus vencimentos.
  7. Dá um verdadeiro exemplo àqueles que servem ao Senhor sem qualquer ajuda financeira, tais como, professores de Escola Dominical, pregadores, músicos, zeladores, etc..
  8. Promove o testemunho visível da fidelidade de Deus, que escuta e responde às orações – Lucas 22:35.

Adaptado de "Os Distintivos das Assembleias", de H. G. Mackay

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