Assembleias de «Irmãos» em Portugal

Princípios Fundamentais

Distintivos das Assembleias de "Irmãos"

6. Obreiros, Missionários e Missões

INTRODUÇÃO

Jesus enviou os seus discípulos a pregar o Evangelho a uma audiência limitada – Mt 10:1, 6; Mc 3:13-19; Lc. 9:6. A sua comissão estendia-se apenas aos judeus e excluía os gentios e os samaritanos (Mt. 10:5). Porém, após a Sua ressurreição, Ele revelou o seu programa de evangelização global a todas as criaturas (Mt. 28:16-20; Mc 16:14-20; Lc. 24:44-49) a ser realizado em círculos concêntricos cada vez maiores, partindo de Jerusalém, onde a Igreja nasceu (At. 1:6, 8 e At. 3)

Foi necessária uma perseguição para que os crentes se espalhassem para fora de Jerusalém – At 8:1, 4-5, 8.

A conversão, a chamada e a comissão de Saulo de Tarso (Paulo) deu um novo impulso aos esforços missionários – At. 9:1-31; 13:1-4. O livro de Actos termina com Paulo encarcerado em Roma.

William Carey (1761-1831) foi para a Índia em 1790, e ali serviu ao Senhor durante 41 anos, sendo considerado o "pai dos missionários modernos. Anthony Groves (1795-1853) converteu-se aos 19 anos e aos 34 partiu com a sua mulher e dois filhos para Bagdade, via S. Petersurgo na Rússia, onde trabalhou durante 20 anos, sendo o primeiro missionário das assembleias dos Irmãos. Em 1992, calculou-se existir 1440 missionários, recomendados por assembleias de língua inglesa (América, Canadá, Inglaterra, Austrália e Nova Zelândia) e servindo ao Senhor em mais de 70 países.

As diferenças entre as Assembleias e as denominações, quanto à obra missionária, encontram-se em três áreas fundamentais: o envio, a supervisão e o sustento dos missionários.

1. O ENVIO DE MISSIONÁRIOS

Não são enviados por nenhuma sociedade ou organização missionária, mas por uma Assembleia local. O contrário a este princípio não tem o apoio nem a autoridade das Escrituras. Embora tenhamos "Fundos" ou "Comissões Missionárias", estas só servem para auxiliar os missionários na publicação de reportagens e informação acerca das actividades destes, assim como na recolha e envio de ofertas voluntárias.

Eis alguns exemplos bíblicos que nos servem de guia para o envio de missionários:

  1. Conversão e comissão por Cristo – At. 9:1-6; 26:14-18. É uma experiência puramente pessoal entre o convertido e o Senhor.
  2. Ter comunhão com os crentes na assembleia local – At 9:19.
  3. Testificar de Cristo – At 9:20-29.
  4. Ganhar a confiança dos irmãos, especialmente dos anciãos – At 9:27.
  5. Seu próprio testemunho – At 9:20.
  6. Trabalhar com um conservo mais experiente – At 11:25-26.
  7. Ter uma chamada específica do Espírito Santo para a obra missionária – At 13:1-2.
  8. Enviado pelo Espírito Santo, com o acordo e a recomendação da Assembleia – At 13:3-4.
2. A SUPERVISÃO DOS MISSIONÁRIOS
  1. Enviados pelo Espírito Santo, tal como os de At. 13:4; 11:19,20 e 4:36 que foram a Chipre.
  2. Impedidos pelo Espírito Santo – At 16:6-7.
  3. Por uma visão concluíram que o Senhor os chamava para determinada terra – At 16:9-10.
  4. Nem um apóstolo infringia a liberdade e o exercício espiritual do outro conservo – 1 Co. 16:12.

Nos nossos dias, de 1872 a 1973, mais de 4.000 homens e mulheres têm sido separados para a Obra do Senhor em cerca de 100 países, obedecendo a estes princípios bíblicos e o Senhor tem confirmado o seu trabalho.

3. O SUSTENTO DOS MISSIONÁRIOS
  1. Não deve haver solicitação de fundos.
  2. Os obreiros ou missionários não devem ter vencimentos garantidos (ver princípio anterior).
  3. Cada um receve o seu sustento do Senhor, libertando-o assim de qualquer dependência humana e fortalecendo assim a sua fé, oração e comunhão diárias com o Senhor.

Adaptado de "Os Distintivos das Assembleias", de H. G. Mackay

» Secção Princípios «